
REGIÃO – O Vale do Paranhana está ganhando um novo movimento cultural na música. Trata-se da Orquestra de Câmara do Paranhana, composta, atualmente, por 11 músicos, mas que está aberta à adesão de mais componentes. A primeira apresentação da orquestra acontecerá no próximo domingo, dia 10, às 20 horas, na Sociedade União Cantores de Igrejinha (Suci).
Em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, na segunda-feira, o maestro João Antônio Borba, idealizador da Orquestra, contou que a iniciativa surgiu da constatação de que não há este tipo de grupo na região. Professor de música, o maestro diz que vários alunos lhe apresentaram a demanda, de que algo poderia ser feito. O próprio João teve o seu início na música erudita a partir de uma apresentação de musical da Orquestra da Universidade de Caxias do Sul (UCS). “A partir daquele momento surgiu meu interesse pelo violino”, conta.
Há cerca de dois anos, João começou a pesquisar a realização deste projeto. Segundo ele, é preciso trabalhar desde o início com a concepção de uma iniciativa a longo prazo, ou seja, de uma construção. “Porque é preciso ter continuidade, a cultura perde muito com esses projetos que começam e terminam. Isso gera uma falsa memória mecânica de que a cultura sempre vai terminar, é preciso quebrar esse conceito”, comentou. Por isso, ele defende que a própria Orquestra de Câmara do Paranhana seja algo planejado, que tenha continuidade. A partir dessa premissa, passou a pesquisar como as orquestras funcionam e percebeu que todas começam a partir de iniciativas comunitárias, como é o caso da que está se formando na região.
João passou, então, a juntar os músicos que gostariam de tocar na orquestra. O roteiro de criação do grupo envolveu a escrita do projeto e a realização de um abaixo-assinado, nos seis municípios do Vale do Paranhana, a fim de comprovar o interesse da comunidade por uma orquestra de cunho social, educacional e cultural. “Esse trabalho da orquestra é no viés da integração, pensando que um só não consegue fazer. É uma demanda que a própria comunidade está criando”, comentou. Segundo ele, a escolha por ser uma Orquestra de Câmara leva em conta o processo racional, por ser um grupo menor, o que facilita em relação aos custos de manutenção. Atualmente, a Orquestra tem núcleo de cordas, com instrumentos como violinos, violas de arco e concerto, violoncelo e contrabaixo acústico. São 11 músicos que estão participando das atividades, tendo ensaios semanais, em vários locais, uma vez que a Orquestra ainda não possui sede.
O concerto deste domingo, a partir das 20 horas, na Suci, tem ingressos gratuitos. Eles podem ser retirados em Taquara, na Faccat e no Conservatório Musical Villa-Lobos; em Rolante e Riozinho, na sede da Acisa; em Três Coroas, na Cinebox; e em Igrejinha, na própria Suci. João comentou que o repertório será variado, abrangendo temas de filmes, música tradicionalista, além de músicas eruditas. “Como nós estamos promovendo para que as pessoas conheçam a Orquestra, não queríamos cobrar ingresso”, comentou o maestro, lembrando, porém, que haverá caixas de doação espontânea, assim como há nos pontos de distribuição dos convites, uma vez que a orquestra possui custos de manutenção. “Vamos precisar muito de ajuda, tanto de pessoas físicas, como empresas e do poder público. Estamos acessíveis para combinar concertos e apresentações”, finalizou o maestro.
Assista entrevista à Rádio Taquara com a divulgação do projeto.


