Educação

Rotary, Coletivo Educador Ambiental e Cooreli falam sobre parcerias envolvendo educandários de Taquara

Projetos incentivam nas escolas a cultura do cuidado com o meio ambiente.
Alexandre, Sabrina e Nara estiveram
na Rádio Taquara nesta semana. Cristiano Vargas/Jornal Panorama

TAQUARA – A máxima “a união faz a força” tem sido levada a sério pelo Rotary Clube, Coletivo Educador Ambiental e pela Cooperativa de Reciclagem e Limpeza (Cooreli) de Taquara. Os três segmentos planejam e executam ações em parceria, muitas delas envolvendo alunos e escolas do município. Nesta semana, participaram de uma roda de conversas no programa Painel 1490, da Rádio Taquara.

Uma das primeiras ações pensadas para a educação ambiental pelo Rotary Taquara foi em 2014, com a elaboração de um folder sobre separação de lixo. A secretária do clube de serviço, Nara Mattos, lembra que o intuito era diminuir a quantidade de resíduos e instigar a reciclagem dos materiais descartados. A partir desta iniciativa, Nara teve contato com Sabrina do Amaral, do Coletivo Educador. O material foi distribuído para todas as escolas do município e ela realizou palestras sobre o assunto nos educandários.

O presidente da Cooreli, Alexandre Cândido, lembra que as escolas tinham projetos de coleta de materiais, mas, na hora do descarte, os resíduos iam para o lixo normal, sendo compactado com outros. Foi então que surgiu a ideia dos ecopontos, espaços voltados à separação dos recicláveis por tipo, e recolhidos pela cooperativa. A escola piloto a contar com a iniciativa foi a João Martins Nunes. Hoje, já existe na Nereu Wilhelms, Rosa Elsa Mertins e Tia Bete, a primeira de educação infantil a receber a estrutura. A população também pode encaminhar o lixo seco para a rua Federação, 1770. “É a oportunidade de a comunidade contribuir, tendo a certeza da destinação correta do material.”
Neste ano, o Rotary encabeçou a primeira Feira de Resíduos Sólidos, em que convidou empresas, entidades e escolas. O clube também tem parceria com a empresa Terracycle, a quem envia materiais de difícil reciclagem, recolhidos por escolas através das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (ComVida’s). Outra atividade realizada neste ano foi o Fórum Municipal Lixo Zero.

As ações ainda são novas, de acordo com Alexandre, mas devem influenciar na formação de futuros adultos, hoje estudantes do ensino fundamental. “A criança vai à escola aprender diferentes matérias, e agora aprenderá a separar os materiais”, salienta, informando que será criada uma cartilha com atividades pedagógicas na temática. Para Sabrina, o mais importante é a geração da responsabilidade sobre o lixo produzido. “Se conseguirmos mudar uma cultura, teremos uma geração totalmente diferente”, enfatiza, ao lembrar que a questão ambiental faz parte da formação dos professores.

Assista a íntegra da entrevista: