
O deputado estadual Tarcísio Zimmermann (PT) garantiu que pagou com recursos próprios o outdoor instalado na rua Júlio de Castilhos, no acesso à área central de Taquara. O painel defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá o recurso de sua condenação em julgamento na próxima quarta-feira, dia 24, em Porto Alegre. O parlamentar falou sobre o assunto em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, na manhã desta sexta-feira. Na ocasião, o deputado ainda se manifestou sobre o julgamento do ex-presidente.
O outdoor diz que “Eleição sem Lula é fraude”, sendo assinado por Tarcísio e pela deputada Federal Maria do Rosário (PT). Segundo o deputado, ambos decidiram investir recursos próprios na confecção dos painéis, alertando a população para as suas posições. Tarcísio assegurou que não há recursos públicos e, nem mesmo, da cota parlamentar a que os deputados federais têm direito, pois este tipo de verba, segundo ele, é destinado apenas à divulgação de iniciativas do mandato, o que não seria o caso. Como deputado estadual, Tarcisio acrescentou que, na Assembleia Legislativa, não há este tipo de cota para os deputados. O deputado acrescentou que, neste ano, junto com sua esposa, decidiu não gastar recursos com férias para investir nos painéis.
E
m relação ao julgamento do ex-presidente Lula, o deputado (foto à direita) afirmou que as manifestações previstas para Porto Alegre no dia 24 são pacíficas, tendo, inclusive, a orientação do PT de que os participantes não utilizem máscaras. Tarcisio disse que, nesta semana, participou, junto com outros militantes, de visitas a fábricas da região, conversando com os trabalhadores.
O parlamentar afirma que o ex-presidente foi condenado sem provas, sustentando que há documento atestando que o apartamento triplex no Guarujá, que motivou a condenação, pertence à OAS e não à Lula. Além disso, Tarcisio diz que a sentença do juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente a nove anos de prisão, levou em consideração o depoimento do dono da OAS, Leo Pinheiro, mas, para Tarcisio, uma condenação deste tipo não pode ter como base apenas um depoimento, deixando de analisar os documentos apresentados, como o que atesta a propriedade do apartamento à empresa. Tarcisio ainda criticou o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargador Carlos Thompson Flores, por declarações de que a sentença de Moro era irretocável.
Ouça a íntegra da entrevista:


