A direção do Hospital Bom Jesus, de Taquara, se manifestou por meio do diretor técnico Renato Roberto Menzel, sobre o pedido de explicações em relação a negativas de atendimento na casa de saúde. O médico vê, no documento do governo do Estado, um movimento persecutório e tendencioso. Segundo ele, em relação ao caso de Cambará, que envolve uma criança de oito anos com apendicite, a informação de que não havia anestesista é incorreta, pois o profissional estava à disposição. O que acontece é que, pelas informações repassadas, o médico plantonista do Hospital de Taquara entendeu que o caso seria de complexidade maior.
Já com relação ao paciente de Riozinho, o diretor Renato informou que houve a cirurgia. O médico estranhou o fato de o Estado se manifestar pela dificuldade de comunicação, uma vez que, ele próprio, como diretor, muitas vezes fica várias horas tentando conseguir transferência de pacientes e não vê manifestação do Estado com relação às demais casas de saúde.
No tocante às cirurgias canceladas, Renato Menzel reconheceu que ocorreram por falta de medicamentos, que aguardam os repasses do Estado e da Prefeitura de Taquara para poderem ser comprados. Segundo Renato, a Prefeitura costumava efetuar os repasses sempre no dia 10 ao Instituto Vida, o que não ocorreu. Quanto ao Estado, também não ocorreram repasses na semana passada, e o diretor espera que a situação se desenrole nesta semana. Além disso, Menzel avaliou que a prefeitura pode pagar um auditor externo, mas deixa de forma secundária o compromisso com o hospital.
O diretor acrescentou que, com o Instituto Vida, ocorreram problemas com anestesistas e falta de medicamentos e nunca houve um documento com este formato da Coordenadoria Regional de Saúde, apenas pelo Conselho Municipal de Saúde de Taquara. Sobre equipamentos, Menzel questionou se, nas auditorias da Prefeitura, foi apontado que em 18 meses o Instituto Vida não fez manutenção em várias máquinas, que apresentaram defeitos. “Podem ter certeza que estamos procurando deixar as questões em nível de atendimento à população, mas precisamos da cooperação de todos os envolvidos”, comentou Menzel, acrescentando que a Associação Silvio Scopel está há quatro semanas na gestão da casa de saúde. Por fim, ressaltou que ainda não foi possível obter o valor de R$ 1,1 milhão bloqueado do ISEV e que, pela ordem judicial, deveria ser transferido ao hospital de Taquara.


