A Secretaria Municipal de Saúde de Taquara informou que o estoque de vacinas contra a febre amarela disponíveis no município se encerrou nesta quarta-feira. A imunização está sendo aplicada no Posto Piazito, no bairro Jardim do Prado. De acordo com o secretário Vanderlei Petry, a expectativa é de que o governo do Estado remeta novas doses da vacina na próxima semana, quando a imunização estará disponível novamente.
De acordo com Petry, em Taquara está havendo um controle bastante forte sobre a aplicação da vacina. O secretário orienta que, quem já fez a imunização em algum momento, não precisa tomar nova dose. Além disso, Petry pediu a conscientização das pessoas, pois há necessidade de comprovação de deslocamento para área de risco. “O Brasil não está preparado para vacinação em massa”, comentou o secretário.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que, no Rio Grande do Sul, a prioridade é imunizar quem vai viajar para áreas consideradas de maior risco de exposição, como locais de mata, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural com circulação do vírus. Atualmente, as áreas consideradas de risco no Brasil são: Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e da Região Norte. Nesses casos, a orientação é fazer a vacina dez dias antes da viagem. A cobertura vacinal no RS atinge, hoje, cerca de 70% da população.
Saiba mais sobre a febre amarela
A febre amarela é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos). Os primeiros sintomas são inespecíficos, como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia (dor nas costas), mialgias (dores musculares) generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período inicial, geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Em poucas horas – no máximo, um ou dois dias – reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café.
Os casos de febre amarela no Brasil são classificados como silvestre ou urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na urbana, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes aegypti. Desde 1942 não é registrado nenhum caso no Brasil.
Na silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.
Na sazonalidade 2008/2009, o RS registrou 21 casos da febre amarela silvestre em humanos. Desde 1999, é realizada a vigilância de mortes de macacos, com o objetivo de verificar e antecipar a ocorrência da doença, pois a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em uma determinada região. Dessa forma, é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas, e também evitar a urbanização da doença, por meio do controle dos mosquitos transmissores nas cidades.


