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Ossos são encontrados durante buscas no interior de Parobé

Materiais foram localizados em investigação sobre a morte de mulher a facadas.
Brigada Militar acompanhou ações no interior de Parobé.

O Ministério Público revelou, nesta sexta-feira, informações sobre as buscas realizadas nesta quinta-feira em uma residência na localidade de Santa Cristina do Pinhal, no interior de Parobé. Foram encontrados ossos, de origem ainda não apurada, que foram apreendidos no local. A investigação apura se pessoas foram mortas em decorrência de rituais, supostamente religiosos, realizados na casa de um morador da localidade. As investigações começaram a partir da morte de Eloisa Freitas de Moraes, de 56 anos, assassinada a facadas em abril de 2017.

Segundo as informações prestadas à reportagem do Jornal Panorama pela Promotoria de Parobé, após autorização da responsável pelo caso, promotora Daniela Fistarol, na noite de 9 de março de 2017, Eloísa manteve contato pela última vez com seus familiares via Whatsapp e Facebook. No dia seguinte, os colegas de trabalho perceberam que ela não compareceu à fábrica, fato que se repetiu na segunda-feira. Os familiares ainda perceberam que, no final de semana, Eloísa não se manifestou na internet. Em razão da falta ao trabalho, os colegas de Eloísa comunicaram a família, que passou a procurá-la.

Durante as buscas, a Promotoria informou que foi possível verificar sinais de arrombamento na cerca e na porta da casa da vítima, além de ter sido localizado sangue no local, fato que foi comunicado à Polícia Civil. As buscas pela vítima e eventuais suspeitos continuaram nos dias seguintes, ao passo que um casal levantou suspeitas da população e da Polícia Civil. Em razão disso, os dois foram ouvidos e confirmaram a morte de Eloísa, embora tenham apresentado versões conflitantes. De acordo com o Ministério Público, foram efetuadas buscas na casa dos suspeitos e localizados diversos pertences da vítima, como roupas, móveis e eletrodomésticos, acentuando ainda mais a participação deles no caso.

No dia 17 de março, foi localizado em uma cova, no mesmo bairro, o cadáver de Eloísa, local que foi revelado por um dos envolvidos. Após a prisão preventiva do casal Adriana Moreira dos Santos e Daniel da Silva, o Ministério Público ofereceu denúncia contra eles, em sentido diverso da conclusão da Polícia Civil quando do indiciamento de ambos. Segundo a Promotoria, o processo teve o curso normal até as oitivas. Em audiência, um dos acusados revelou e detalhou o envolvimento de uma terceira pessoa, Kennedy dos Santos Pires, fazendo com que o Ministério Público aditasse a denúncia para inclui-lo na ação penal, além de representar por sua prisão preventiva, que foi aceita pela Justiça.

Após a prisão preventiva de Kennedy, a Promotoria informa que chegaram notícias da população da localidade de Santa Cristina de que o suspeito praticava alguns rituais em sua casa, supostamente religiosos, havendo relatos, inclusive, de torturas de pessoas no local. Este fato, segundo o Ministério Público, foi, inclusive, confirmado posteriormente por uma das vítimas, o que originou nova investigação. Com os relatos, e havendo receio sobre a possibilidade de mais pessoas terem sido mortas naquele local, uma vez que Kennedy e Adriana são processados em razão da morte de um idoso, o Ministério Público representou pela busca na casa de Kennedy, no intuito de se localizar restos mortais/ossos de outras pessoas. Este mandado foi cumprido nesta quinta-feira pelo Grupo de Busca e Salvamento da Brigada Militar, acompanhado parcialmente pela promotora Daniela, com o auxílio de cães farejadores e retroescavadeiras. Foram localizados ossos que foram recolhidos e remetidos ao Instituto Geral de Perícias (IGP) para serem periciados.