“Fazer gestão de saúde, no momento atual, está sendo bastante complicado. É sabido que existe uma crise financeira a nível estadual e nacional e o grande desafio é buscar estratégias que otimizem os recursos financeiros escassos no sentido de efetivar as ações e alcançar o maior número possível de pessoas”. Com esta avaliação, a secretária de Saúde de Igrejinha, Simone do Amaral (foto), resumiu a gestão da área atualmente, não só no município, mas também em outros níveis. Simone concedeu entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, fazendo um balanço do último ano e projetando 2018.
Segundo a secretária, no ano passado, alguns avanços importantes ocorreram, com a implantação de processos de trabalho diferenciados. O horário de todas as unidades de saúde foi estendido, uma vez por semana, a fim de disponibilizar às pessoas que trabalham mais facilidade no acesso ao serviço. “É bastante importante isso porque disponibiliza o serviço de saúde e faz com que todos possam procurar as unidades para fazer a sua rotina de manutenção”, comentou Simone. Além disso, teve início a reforma e ampliação do posto do bairro 15 de novembro.
“Trabalharemos muito a questão da promoção e prevenção de saúde. Não podemos perder de vista que se focarmos a organização de um sistema de saúde na doença, estamos fadados à falência. Não há dinheiro que suporte a curto, médio e, muito menos, a longo prazo. Precisamos trabalhar na prevenção para que, ao longo do tempo, tenhamos uma melhora na saúde das pessoas”, frisou Simone.
De acordo com a secretária, foi um ano difícil em termos financeiros, que se constitui no maior desafio atual. Atualmente, o governo do Estado deve R$ 1,8 milhão à pasta em verbas desde 2014. “E esse recurso faz falta no dia a dia do serviço, mas o prefeito Joel [Wilhelm] tem sido muito sensível a essa questão, no sentido de apoiar com o aporte maior de recursos para que não tenha nenhuma perda de assistência. Estamos procurando otimizar o serviço para fazer mais com menos”, resumiu a secretária.
A prioridade para este ano é manter o que se tem atualmente, sem perder qualidade e deixar de ofertar qualquer serviço. Responsavelmente, Simone disse que não é possível pensar em crescimento, pois não há recursos disponíveis para isso. Igrejinha pretende continuar mantendo serviços que possui atualmente, como o shiatsu, a farmácia de manipulação, a distribuição de fitoterápicos, acupuntura, entre outros. Além disso, a Secretaria trabalha em parceria com o hospital, que recebe recursos do município para a manutenção do seu plantão.
Ouça a íntegra da entrevista à Rádio Taquara:


