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Esta postagem foi publicada em 4 de setembro de 2009 e está arquivada em Colunas, Informática.

Internet pela rede elétrica?

marceloA novidade é a seguinte: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o início do uso no Brasil de uma tecnologia que permite a venda de serviços de dados, tais como a internet, através das linhas de energia elétrica. Essa tecnologia é oficialmente conhecida como PLC (Power Line Communications), algo como comunicação em linha de energia.
Uma das vantagens dessa tecnologia é a possibilidade de utilizar a rede elétrica atual das distribuidoras de energia para fazer a transmissão de dados. Segundo a Aneel, a rede elétrica no Brasil chega a mais de 95% das residências e demais prédios. É a mais abrangente rede de infraestrutura hoje existente no País, o que possibilitaria um alcance quase universal da internet, das zonas urbanas às rurais.
Outra vantagem do uso do PLC é que qualquer ponto de energia (uma tomada elétrica doméstica, por exemplo) pode se tornar um ponto de rede, ou seja, basta plugar o modem específico para PLC (chamado CPE – Customer Premises Equipments) na tomada e se pode utilizar a rede de dados. Além disso, suporta altas taxas de transmissão, podendo chegar até 200 megabits por segundo (Mbps).
Mas nem tudo são flores: determinados tipos de equipamentos ligados na rede elétrica de uma residência que use PLC podem interferir bastante na comunicação de dados, embora os modems CPE mais modernos prometam eliminar boa parte desse problema.
A transmissão de dados pela rede elétrica não é somente via distribuidoras de energia. É possível criar redes de dados internas em empresas, edifícios ou casas através da rede elétrica interna. O procedimento é muito simples: através de um conversor, liga-se o cabo de rede de um dos computadores em qualquer uma das tomadas de energia da residência, valendo o mesmo para um segundo ou mais computadores, e já estão todos interconectados através da rede elétrica da residência. (Ficou curioso? Procure pelo equipamento “PlugFácil”, vendido em lojas e sites de internet). Seguindo o raciocínio, é possível fazer chegar a um prédio um sinal de internet por alguma tecnologia tradicional (por exemplo, via canais de telefonia ou fibra óptica), e apenas distribuir o sinal da web entre os diversos pontos – por exemplo, os diversos apartamentos de um edifício – através da rede elétrica já disponível no prédio.
Agora nos resta aguardar para ver até que ponto as distribuidoras de energia vão considerar esse negócio lucrativo para fazerem os investimentos necessários a fim de disponibilizar o serviço. Em Porto Alegre, a CEEE, em conjunto com a Companhia de Dados do município (Procempa), já faz chegar internet em escolas e órgãos públicos no bairro Restinga. Vamos torcer para que em breve também tenhamos mais essa opção para acesso à internet!

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