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Apata recebe homenagem pelos 15 anos de atuação em Taquara

Entidade voluntária trabalha no atendimento a animais de rua.
Voluntários da Apata receberam certificado da Câmara em reconhecimento ao trabalho prestado em Taquara. Vinicius Linden/Jornal Panorama

Fundada em 2003, a Associação Protetora dos Animais de Taquara (Apata) está completando 15 anos de atuação em prol da causa animal no município. Esta trajetória foi homenageada pela Câmara de Vereadores, na noite desta segunda-feira (05). O Legislativo entregou certificados aos voluntários atendendo a um pedido da vereadora Sandra Schaeffer, que é voluntária da entidade desde a sua fundação.

A homenagem contou com a exibição de vídeo mostrando a trajetória da Apata e como ocorre o trabalho da entidade no município. A Associação surgiu em 2003 através da união de vários protetores independentes acreditando que uma entidade poderia fazer mais pelos animais de rua do que cada protetor separadamente. Segundo a vereadora Sandra, neste período todo de atuação, o grupo de voluntários presenciou muitos casos de maus tratos em Taquara. “Só quem resgata sabe o que acontece em nossos carros”, comentou a vereadora, avaliando que combater o problema é fundamental. “Todos têm direito a vida, por isso adotamos a causa animal”, ressaltou, dizendo que a Apata é incansável na tentativa de propor uma vida digna aos animais.

Fernanda Branchine ressaltou conscientização lançada em Taquara ao longo da trajetória de 15 anos da Apata. Vinicius Linden/Jornal Panorama

A presidente da Apata, Fernanda Branchine, disse que os voluntários não podem escolher quando serão acionados. Muitas vezes, segundo ela, os chamados ocorrem quando os membros da Associação estão no trabalho, em casa, de folga, nos finais de semana. Branchine lamentou que não existem recursos para tratar da causa animal, o que sobrecarrega o voluntariado, que, muitas vezes, têm que trabalhar com dupla jornada. “Não existe, em geral, nenhuma estrutura que ampare os animais”, comentou.

Branchine ressaltou o apoio de parceiros da Apata, salientando, em especial, a clínica de Marildo Zanini, em Parobé, que possui mais de R$ 100 mil a receber de dívidas da entidade. “O certo é que não podemos parar. Temos que continuar, porque não existe alguém que atue por eles. Ninguém poderia saber como seria Taquara sem o trabalho da Apata, que espalhou muitas sementes de conscientização ao longo de sua trajetória”, finalizou Fernanda.