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Associação Parobeense de Deficientes Físicos completa um ano com reivindicações

Presidente da entidade reclamou de mudança no estacionamento rotativo em Parobé.
Paulo Machado, atual presidente da entidade, lamentou mudança no estacionamento rotativo de Parobé. Vinicius Linden/Jornal Panorama

A Associação Parobeense dos Deficientes Físicos (Apodef) completou, no último dia 10, um ano de atuação em Parobé. Neste período, a entidade conseguiu reunir as pessoas com deficiência no município, mobilizando-as para cobrar direitos que devem ser assegurados, principalmente do atendimento à saúde e de acessibilidade. Contudo, mesmo existindo formalmente, a Associação ainda tem cobranças em relação ao poder público para melhorar a sua atuação. A avaliação foi feita pelo presidente da entidade, Paulo Machado (Neco), em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara.

Segundo Machado, atualmente cerca de 20 sócios estão participando da entidade. Há reuniões mensais que acontecem para discutir os rumos a serem tomados. Neco argumenta que este foi o principal avanço da entidade, ao conseguir reunir os deficientes físicos em torno de um órgão que os represente e lute pelos direitos da categoria.

Mesmo assim, o presidente se disse frustrado com a falta de apoio, cobrando mais mobilização do poder público. Destacou que, hoje, a principal meta da Associação é conseguir uma sala para ser sua sede. Neste local, Neco disse que buscaria o apoio de empresas para equipar com equipamentos que pudessem possibilitar a realização de fisioterapia, evitando o deslocamento de pessoas com deficiência para outros municípios, como ocorre atualmente. O presidente lamentou que a Secretaria de Assistência Social chegou a oferecer uma sala, mas que só poderia ser utilizada nas quintas-feiras, justamente o dia em que a maioria das pessoas têm as suas sessões de fisioterapia.

Outro ponto levantado por Neco foi uma recente mudança no estacionamento rotativo em Parobé. Segundo ele, pela alteração, está ocorrendo, a partir de agora, a cobrança do uso da zona azul pelas pessoas com deficiência e idosos. O presidente criticou os vereadores que, recentemente, ao apreciar um veto do prefeito Moacir Jagucheski (PPS), mantiveram esta cobrança. “O que precisamos é de ao menos uma hora para que possamos fazer os nossos serviços bancários, de contas, entre outros, já que temos muito mais dificuldades do que as demais pessoas”, lembrou o dirigente da Apodef.

Assista entrevista com Paulo Machado concedida à Rádio Taquara: