O primeiro prazo para a gestão provisória do Hospital Bom Jesus, de Taquara, encerra no dia 20 deste mês. Nomeada por 120 dias para a gestão da casa de saúde, a Associação Silvio Scopel poderá ter estendido o seu tempo de comando da casa de saúde por 60 dias, mas isso ainda dependerá de análise da Justiça Federal. Ao mesmo tempo, o Judiciário ainda não emitiu posição sobre o pedido do Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV), que pretende retornar ao comando do hospital. Em meio a esse imbróglio, o vereador Levi Metanoya (PTB) avalia que a solução para o hospital é a realização do chamamento público que definirá a entidade responsável pelo gerenciamento da casa de saúde.
As manifestações de Levi foram feitas na última sessão da Câmara de Vereadores, em que abordou o assunto, e, também, no programa Painel 1490, da Rádio Taquara, na última sexta-feira (30). O parlamentar é o atual presidente da Comissão de Saúde do Legislativo. Levi enfatizou que a Prefeitura está trabalhando na elaboração do edital do chamamento público, que deverá ser publicado em breve, mas ressaltou que há muitas questões que precisam ser amarradas neste documento. Acrescentou que a prefeitura também esteve focada na finalização dos editais do concurso público, o que foi concluído na semana passada.
Para Levi, o retorno do ISEV à gestão não seria uma solução, uma vez que a entidade teria que tomar pé de toda a situação do hospital, o que geraria uma interrupção. “A solução é fazer o chamamento público para que seja oficializada uma entidade de maneira transparente, acompanhada pelo Conselho Municipal de Saúde, pelo Legislativo, Judiciário e Ministério Público”, opinou. O vereador acrescentou que não “adianta pessoas que estão ligadas a esta ou aquela associação ficarem fazendo ameaças”. Segundo ele, isso já ocorreu, com ligações ameaçadoras, que são gravadas, e postagens consideradas pelo parlamentar como “errôneas” em mídias. “Isso tudo é complicado, mas felizmente é gravado e registrado com ata notarial. Não adianta acontecer isso, porque a licitação vai ser transparente”, adiantou o vereador.
Levi acrescentou que continuam ocorrendo falhas no Hospital Bom Jesus, embora tenha iniciado sua fala dizendo que entende as limitações da Silvio Scopel, nomeada com um prazo indicado, o que cerceia a entidade de elaborar projetos de longo prazo. Contudo, Levi disse que o básico tem que continuar sendo realizado. Citou a interdição dos serviços de endoscopia e colonoscopia, embora lembre que os problemas na área vinham de vários anos. Questionou a demora nos exames, que, segundo ele, têm levado até 60 dias. Destacou problemas nos atendimentos de traumatologia e em dispensas de médicos com cirurgias agendadas. Acrescentou a falta de acerto da Scopel com a empresa responsável pelo aparelho de tomografia para a realização destes exames, o que tem impedido os procedimentos e feito com que pacientes tenham que ser transportados a outros municípios para obter as imagens, em vários casos utilizando, ainda, as ambulâncias do município, quando, na opinião de Levi, o transporte deveria ser feito pelo gestor do exame.
Segundo o vereador, a Câmara está juntando todas as denúncias por escrito, com a documentação no Legislativo. “A situação está tão grave que não adianta mais trabalharmos com achismos”, enfatizou. O vereador também citou, porém, elogios que têm sido feito aos hospital, com o trabalho de médicos que “vestem a camisa”, uma mudança realizada na recepção que melhorou o acesso e equipe de enfermagem, que, segundo ele, tem feito um bom trabalho.
Levi acrescentou que também chegou a Câmara o laudo relacionamento à atuação de um médico que trabalha, que ele disse não ter o nome, em que suposta imperícia teria gerado o agravamento no quadro de saúde de uma paciente. A situação, segundo o vereador, foi encaminhada ao Conselho Regional de Medicina (Cremers) e à Secretaria de Saúde do Estado, além de a Câmara estar apurando se há problemas, também, em outros municípios.
Acompanhe a íntegra da entrevista do vereador Levi Metanoya (PTB).


