Polícia

Advogado é preso por injúria racial em Taquara

Confusão ocorreu entre profissional e agente penitenciário no Fórum.

Um advogado foi preso em flagrante pelo crime de injúria racial, na tarde desta quinta-feira (5), em Taquara. A confusão ocorreu no Fórum de Taquara e envolveu um agente penitenciário, que foi a vítima.

Segundo o delegado Ivair Matos Santos, titular da Polícia Civil, o advogado quis falar com presos que estavam no local custodiados pelos agentes, mas os profissionais da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) negaram que continuasse a conversa, uma vez que os detentos não seriam clientes do advogado. Houve uma pequena discussão no local.

Depois, o agente vítima foi relatar o caso ao juiz na sala de audiência. Ao sair desta sala, no corredor, o agente diz que pediu a carteira profissional do advogado, com o registro na OAB (Ordem do Advogados do Brasil), uma vez que precisaria fazer um relatório do ocorrido. O agente diz que o advogado se negou a apresentar a carteira e, novamente, houve uma discussão, quando o agente admite ter dito “rapaz, o que você está pensando”.

Neste momento teria ocorrido a ofensa racial, com injúria sobre a cor de pele do agente penitenciário. Testemunhas contaram à Polícia Civil que o advogado teria dito “rapaz é coisa de negro”. A polícia autuou o advogado em flagrante por injúria qualificada devido à questão racial, crime que prevê pena de um a três anos de reclusão, que pode ser majorada quando for cometida contra servidor público no exercício de suas funções. O advogado pagou fiança e responderá ao inquérito policial em liberdade.