Representantes da Defesa Civil e das Secretarias de Meio Ambiente e Planejamento de Parobé estiveram com geólogos, engenheiros e biólogos do município para reavaliar a situação da ponte do Rio Paranhana, da Avenida das Nações, que faz divisa com Taquara. Segundo os técnicos da prefeitura, não há com o que se preocupar quanto à ponte, tendo em vista que as rachaduras que ali estão são da antiga estrutura, que não foi retirada e que não oferece riscos à comunidade nem mesmo à atual estrutura.
A “rachadura” visível na via e que pode ser facilmente confundida é, na verdade, uma junta de dilatação. E necessária para a segurança de quem passa por lá. Ainda conforme os técnicos, que estão elaborando um laudo a ser encaminhado à Câmara de Vereadores, a separação física entre as duas partes (ponte e cabeceira) é necessária, para que estas possam se movimentar sem transmitir esforços entre si. Toda ponte precisa deste tipo de abertura para acomodar a movimentação da estrutura em função das variações térmicas, evitando tensões indesejáveis, o que poderia ocasionar fissuras e danos nas lajes e vigas.
As avaliações no local são periódicas analisando as condições do rio, da margem, da ponte e também da mata ciliar. “Temos um corpo de técnicos que estão disponíveis a tirar quaisquer dúvidas que surgirem. Pedimos a eles que elaborem um laudo, para que possamos apresentar aos vereadores, para que tenham conhecimento da situação da ponte que faz a divisa entre os municípios”, comenta o secretário de Segurança e Meio Ambiente, Valdenir Martins.
Projeto autorizado e licenciado
Desde fevereiro de 2017, a administração municipal afirma que tenta melhorias para aquele local. Buscando auxílio no Ministério Público Ambiental, em São Leopoldo e buscando projetos junto ao Ministério da Integração Nacional, onde Parobé já possui um projeto protocolado e licenciado para desassoreamento, contenção, enroçamento e melhorias na margem do rio.
“Por ser um projeto que vai beneficiar as duas cidades ele precisa ser feito por completo, não podemos fazer parte do projeto. Ele já está aprovado, autorizado e licenciado, na Secretaria de Meio Ambiente do Estado e na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), contudo faltam recursos para que possamos dar seguimento a este projeto. Não mediremos esforços para que esse projeto saía do papel, uma vez que ele está pronto”, destaca Martins. O projeto citado foi iniciado em 09 de fevereiro de 2017 e pode ser consultado junto ao Ministério da Integração Nacional.



