Podemos começar, perguntando: para que serve uma marca? Uma marca serve para diferenciar pessoas, ideias, produtos ou serviços, segundo a opinião de Thais Alves, personal trainer de comunicação e imagem e autora dos livros “A Construção da Marca Pessoal”, “Comunique-se e Vença” e “Amando a Vida”. Normalmente, procuramos escolher produtos e serviços de “boa marca”, para prestar-nos qualquer ajuda. Não queremos colocar nossos negócios e nossa família nas mãos de quem não tenha uma marca forte e que não nos inspire confiança. Geralmente, no campo da advocacia, encontraremos duas situações, bastante distintas, que influenciam na aquisição de uma marca forte ou não. Para o profissional liberal, que atua sozinho, é bem mais fácil construir uma marca forte. O escritório tem seu jeito; a secretária tem seu jeito; os móveis tem seu jeito, tudo lembra o dono. Já para o profissional que trabalha em um departamento jurídico ou numa grande sociedade de advogados, a marca pessoal fica bem mais difícil de ser construída. As pessoas que trabalham juntas acabam adquirindo os mesmos trejeitos, as mesmas expressões, o mesmo estilo de trabalho, vindo a ficar tudo com a mesma feição. Os profissionais novos procuram parecer-se com o diretor da sociedade ou do departamento jurídico para assegurarem seu emprego. Desse modo, vão perdendo sua identidade a ponto de não saberem mais quem são. Notadamente, quando a empresa é grande, existe, ainda, uma dificuldade maior: todos os diretores, os departamentos, os estagiários, as secretárias, os telefonistas procuram-se assemelhar ao presidente e ao estilo da organização. Segundo Thais Alves, “se não sei qual a minha marca, como posso comunicá-la? Aconselho todos os profissionais do Direito a buscarem o mais rapidamente possível sua marca e identidade próprias…”
Thais Alves nos oferece algumas dicas para construirmos uma marca pessoal forte, eficiente e competitiva. Segundo ela, “o primeiro passo é descobrirmos como somos vistos pelas pessoas que convivem conosco. Os outros fazem uma constante leitura e concluem opiniões a nosso respeito. Tente responder: que imagem os outros têm de você? Você é lembrado como moderno, ágil, empreendedor, ousado, vaidoso, prepotente, generoso, equilibrado, inteligente, honesto, competente ou o quê? Você tem uma imagem positiva ou não? Tente descobrir o que mais impressiona no seu modo de ser. Sabendo como somos vistos, fica mais fácil termos atitudes compatíveis com nossa imagem.
Depois dessas descobertas, é preciso potencializar tais atributos, pois só, assim, eles se tornarão visíveis a todos. É preciso acrescentar, nessa receita, uma grande pitada de orgulho e prazer de sermos nós mesmos, para que os outros, também, tenham prazer de estar ao nosso lado.
Um profissional de boa marca é aquele que os outros querem que faça parte do time.”
Fonte de pesquisa: Revista Advogados, Mercado & Negócios, Ano IV, nr. 22.
Esta postagem foi publicada em 11 de setembro de 2009 e está arquivada em Colunas.


