O vídeo que viralizou nas redes sociais, nesta terça-feira (17), mostrando a alta a um paciente do Hospital Bom Jesus, de Taquara, provocou manifestações. O prefeito Tito Lívio Jaeger Filho cobrou explicações da casa de saúde e o hospital informou a abertura de uma sindicância interna para apurar os fatos. A casa de saúde também informou que adotará um programa pelo qual a comunidade poderá manifestar insatisfações.
O caso publicado no Facebook gerou intensa comoção em Taquara, tendo mais de 800 compartilhamentos e uma revolta contra a situação da casa de saúde. Em um dos comentários, o autor da postagem, filho do paciente, disse do sofrimento em ter o seu pai “sendo chutado de um hospital, tendo que ir em um carro da minha tia, que não tem capacidade para levar uma pessoa debilitada como ele estava”. No vídeo, a irmã do paciente mostra as condições graves de saúde e diz que está registrando as imagens para responsabilizar o hospital em caso de algum problema mais grave. O paciente foi transferido para Gramado. Panorama tentou contato com a família e o autor da postagem, mas não conseguiu localizá-los.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (18), a direção do Hospital Bom Jesus informa que “está apurando por meio de sindicância interna os procedimentos médicos de internação e alta de pacientes”. Acrescentou que a partir de maio de 2018 será implementado o programa de integridade, que oferecerá à comunidade “uma série de canais de atendimento e reclamações, dando início a um trabalho educativo focado na prevenção de ocorrências de desconformidades”. O hospital reiterou seu compromisso “na busca por uma prestação de serviço de qualidade e eficiência, na preservação da vida” e a administração disse que “sempre estará atenta aos interesses de todos”. O hospital não informou os prazos para a conclusão da sindicância e mais detalhes a respeito do atendimento que gerou a insatisfação e o vídeo publicado na internet.
O prefeito Tito falou sobre o assunto em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara. Ressaltando que não é médico, mas disse ser visível que o paciente não tinha condição de sair do hospital, considerando lamentável que isso tenha ocorrido. O prefeito afirmou que imediatamente pediu explicações formais à direção da casa de saúde e está aguardando uma manifestação. “Infelizmente, grande parte da população não tem consciência ou conhecimento da situação que o hospital enfrenta. O prédio do hospital pertence ao município, mas a gestão não é do município. Não somos nós que escolhemos médicos, enfermeiros, compramos os insumos. E nesse momento, em particular, a gestão foi indicada pelo Ministério Público e pelo Judiciário”, reforçou Tito, acrescentando que não há como estar 24 horas para ver se o profissional A ou B atendeu bem os pacientes. “O que temos que fazer, como agentes públicos, é buscar explicações para evitar que esses fatos se repitam”, comentou.
Ainda na entrevista, o prefeito lamentou que quando situações como essa são publicadas em redes sociais, outras pessoas também relatam outros problemas de atendimento. Segundo Tito, é importante que sempre que acontecer qualquer situação errada no hospital, a Secretaria de Saúde seja comunicada. “Precisamos formalizar para poder buscar uma solução”, frisou. “Não temos como ficar 24 horas à disposição do hospital fiscalizando. Nós precisamos da colaboração”, disse Tito para reforçar a importância das informações que podem ser repassadas pela própria comunidade.
Acompanhe a íntegra da entrevista com o prefeito Tito e o vice-prefeito Hélio Cardoso Neto:


