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Câmara de Parobé colhe mais sugestões em projeto que proíbe garrafas de vidro na rua João Mossmann

Projeto sugerido pelo vereador Valcir Moreira (PSB) foi objeto de audiência pública e continua em tramitação.

Após a realização de uma audiência pública, a Câmara de Vereadores de Parobé informou que segue colhendo sugestões de emendas por parte da comunidade para o projeto de lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em garrafas de vidro na rua João Mossmann, entre os números 27 e 390. A população pode apresentar as suas sugestões em um prazo de 15 dias, na secretaria do Legislativo. Após este trâmite, o projeto seguirá para a votação em plenário pelos vereadores. A proposta foi alvo de uma audiência pública, na última quinta-feira (19).

A reunião foi realizada pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final. Participaram os vereadores Gilberto Gomes (PRB), presidente da Comissão, e Valcir Moreira (PSB), autor da proposta, além de Antônio Carlos dos Santos (PDT) e Henrique dos Santos (PDT). Ainda estiveram presentes o prefeito interino Moacir Jagucheski (PPS), a promotora de Justiça Daniela Fistarol, o secretário de Segurança, Valdenir Martins, a conselheira tutelar Marlene Olweiller e representantes da comunidade.

O vereador Valcir enfatizou que a proposta, encaminhada à Câmara pela Prefeitura a partir de sua sugestão, objetiva aumentar o sentimento de segurança do local para evitar que ocorram pequenos delitos. “O cidadão não terá mais a garrafa de vidro, que muitas vezes pode virar uma arma. Sei que esta medida não acaba com a insegurança no Centro, mas ao menos é um dispositivo a mais para que as famílias se sintam seguras para vir até a Praça 1º de Maio”, explicou. O projeto também prevê que sejam proibidos o uso se isopores, coolers e semelhantes foram das limitações dos estabelecimentos.

O sócio proprietário de um dos bares da localidade, Jeferson Zanella, disse que, apesar de ter uma intenção positiva, a aprovação da matéria não garante a diminuição da violência na zona central. “Por que estes recursos que serão investidos em fiscalização não podem ser direcionados a projetos culturais, por exemplo? Não existe hoje uma preocupação do poder público em levar as famílias e jovens para a praça. Grande parte das pessoas que querem participar de eventos, pessoas de bem, acabam tendo que se deslocar para cidades vizinhas”, salientou. Segundo a Câmara, todas as sugestões foram incluídas na ata da reunião e serão analisadas pela comissão responsável pelo projeto.

Vereador Valcir Moreira (PSB), à direita, foi o propositor do projeto discutido durante audiência pública. Divulgação/Eduarda Rocha