As seis prefeituras do Vale do Paranhana decidiram, neste ano, extinguir o Consórcio Regional do Vale do Paranhana (Conrepar). O órgão criado com o objetivo de buscar recursos junto a outras esferas de governo e baratear compras não será mais mantido pelos Executivos, que decidiram continuar mantendo apenas a Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (Ampara).
A decisão foi confirmada ao Jornal Panorama pelo prefeito de Riozinho, Valério Esquinatti, que, até então, era o presidente do Conrepar. Segundo ele, as prefeituras fizeram um apanhado de preços e verificaram que compras, citando como o exemplo de medicamentos, são feitas mais baratas por meio de processo licitatório, não se justificando a manutenção do Consórcio para fazer estas aquisições. Além disso, a conquista de recursos, principalmente aqueles relacionados à área ambiental, será feita por meio da adesão dos municípios ao Consórcio Pró-Sinos.
No seu período de funcionamento, o Conrepar atuou, principalmente, na formatação do Plano de Mobilidade Urbana, que foi feito para quatro municípios, Igrejinha, Riozinho, Rolante e Três Coroas. Taquara e Parobé não participaram da formatação deste plano. De acordo com Valério, manter o Conrepar gerava custos às prefeituras, que precisavam bancar a assessoria jurídica e contabilidade do órgão. Agora, estes custos serão eliminados. Não haverá gastos para o encerramento do Consórcio.
Os projetos de lei prevendo a extinção do Conrepar estão sendo encaminhados pelas prefeituras às câmaras de vereadores. Em Parobé, a proposta foi aprovada na semana passada pelos parlamentares, enquanto em Taquara os vereadores receberam o projeto nesta semana e devem analisar na próxima segunda-feira (7).


