Trânsito e comportamento seguro
Todos sabem que veículos e equipamentos ajudam, mas quem assegura o alto índice de segurança operacional é o motorista. É ele quem precisa, antes de tudo, adotar um comportamento severamente defensivo, priorizando evitar acidentes. Por isso, faz a diferença.
De nada vale contar com veículos e implementos mais avançados tecnologicamente, sistemas de monitoramento mais modernos e confiáveis e tudo mais nos trinques, se, atrás do volante, estiver um condutor despreparado, pois tudo depende dele. Sua preparação é o que há de mais importante para que o veículo rode com razoável nível de segurança.
Considerando a precariedade das estradas, é indispensável que o motorista esteja muito bem preparado para lidar com as condições adversas, conforme preconiza a direção defensiva. É indispensável, portanto, que as empresas de transporte não apenas se mostrem preocupadas com o treinamento de seus motoristas, como também tenham cuidados com sua saúde e horário de trabalho, pois este profissional é a alma do negócio. Por isso, o treinamento deve ser considerando parte importante do processo de transportar bem, com segurança e qualidade, sendo fundamental que haja comprometimento do condutor com as normas de segurança, senão de nada valerá o esforço da empresa.
Podemos dizer que tudo é uma questão de atitude, pois a direção profissional de um veículo de transporte público de passageiros exige conduta e procedimento pessoal do motorista, com plena obediência às regras de trânsito. E, nesse sentido, o CTB – Código de Trânsito Brasileiro representa um instrumento capaz de reverter as assustadoras estatísticas de acidentes e mortes no trânsito brasileiro.
Assim, o CTB exige reflexão de todos os condutores, pois eles devem ter sempre em mente que são os principais responsáveis por um trânsito cidadão seguro e mais humano, mudando o cenário que aí se apresenta, no qual tantos prejuízos materiais e pessoais são destacados diariamente pela mídia.
Sabemos que os CFCs fazem a sua parte, preparando os futuros condutores para serem cidadãos responsáveis no trânsito. Mas, de nada adianta, se na prática os ensinamentos não forem aplicados, com respeito à ética e à moral, num ambiente de humanidade e cidadania. Não se deve ficar tão-somente na ideia de que conduzir um veículo, independente de sua potência, representa uma sensação de liberdade irresponsável, podendo vir a ser mais um potencial candidato a fazer parte das lamentáveis estatísticas que todos conhecemos.
Contribuir para uma mudança radical na cultura. Esse desafio vamos eleger como uma questão de honra, ou seja, tornando o comportamento no trânsito uma referência positiva às novas gerações. Que esse processo comece dentro da nossa casa, no diálogo com os filhos.
Hilário Emidio Morais
Esta postagem foi publicada em 18 de setembro de 2009 e está arquivada em Caixa Postal 59.


