
A semana começará em Taquara, nesta segunda-feira (28), com problemas ainda relacionados à greve dos caminhoneiros. Apesar de alguns postos da região metropolitana terem recebido combustível durante este domingo (27), nenhum estabelecimento de Taquara estava funcionando durante a tarde, segundo verificação feita pela reportagem do Jornal Panorama. Ou seja, nenhum posto de Taquara recebeu combustível para retomar as atividades. Gerentes de estabelecimentos tinham a expectativa de que algum estoque possa ser recebido nesta segunda-feira, mas as informações ainda são desencontradas. Com relação ao abastecimento de combustíveis, o Vale do Paranhana está sem estoque em todos os municípios.
Em Taquara, outra situação que marcará esta segunda-feira é a paralisação na rede municipal de ensino. Todas as 39 escolas, da zona urbana e rural, não terão aulas. Segundo a decisão da Secretaria Municipal de Educação, a suspensão das aulas leva em conta as dificuldades de transporte provocadas pela falta de combustível e o próprio acesso dos professores e funcionários às escolas, muitos deles relatando dificuldades de deslocamento. A princípio, as aulas devem retornar na terça-feira (29) e qualquer mudança será comunicada durante o dia. Taquara já não teve aulas na rede municipal na sexta-feira.
Outro problema que afeta a comunidade de Taquara é o recolhimento de lixo. O serviço está suspenso desde a tarde de quinta-feira, uma vez que a empresa Onze Construtora e Urbanizadora, que é contratada pela Prefeitura, não conseguiu óleo diesel para o abastecimento dos seus caminhões. Ainda não há uma data para que este serviço volte a funcionar em Taquara. O pedido é de que a comunidade siga sem colocar o lixo nas ruas.
Os impactos na saúde são com relação ao transporte de pacientes que se deslocam a Porto Alegre. A Secretaria Municipal de Saúde informou que, devido à falta de combustível, todos os pacientes que tinham deslocamento agendado tiveram as consultas canceladas e serão reagendadas. Os pacientes foram comunicados ainda na sexta-feira. Também devido à paralisação, o Hospital Bom Jesus pediu que a comunidade só procure a casa de saúde em casos de extrema necessidade, uma vez que está tendo dificuldades em receber estoque de medicamentos e alimentos já comprados.
Com relação a serviços essenciais, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) informou ter estoque de produtos químicos para assegurar o tratamento de água até o final da semana, descartando, por enquanto, qualquer hipótese de desabastecimento no município. Muitos se confundiram, no sábado, com a falta de água que ocorreu em Taquara, atribuindo o problema à possível corte por conta da paralisação dos caminhoneiros. Contudo, o que houve, no entanto, foi falta de energia elétrica na estação de captação no bairro Empresa, o que impediu as bombas de funcionar por um período. A concessionária Rio Grande Energia (RGE) informou que, devido à paralisação dos caminhoneiros, muitos dos seus carros estão com pouco combustível, o que pode aumentar o tempo de conserto da rede em caso de problemas.


