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“Só um golpe militar pra mudar essa sacanagem toda”, diz Guido Mário

Presidente da Câmara de Vereadores fez pronunciamento no Legislativo.

O presidente da Câmara de Vereadores de Taquara, Guido Mário Prass Filho (PP), fez um pronunciamento polêmico na sessão de segunda-feira (28) do Legislativo. Na ocasião, comentando a situação atual do Brasil, o vereador sustentou que “só um golpe militar para mudar essa sacanagem toda”. Completou fazendo diferenciação de que, numa intervenção militar, o comandante das operações seria o presidente da República. “Pro Exército assumir e terminar com tudo isso, só com um golpe militar, não vamos enganar o povo. E o povo quer o golpe militar”, sentenciou Guido.

Guido iniciou parabenizando os caminhoneiros pelos movimentos que considera em prol da sociedade. Passou, então, a fazer uma análise sobre a cobrança de impostos nos combustíveis, dizendo que o diesel brasileiro é vendido a R$ 1,59 para o Paraguai, que não tem tantos impostos e consegue comercializar a pouco mais de dois reis. Para o vereador, no Brasil a ganância faz com que a situação seja diferente.

Ainda no pronunciamento, Guido Mário sustenta que o Brasil vem sendo saqueado de governos para cá, pois “a máquina pública inchou, virou cabide para todo mundo, é todo mundo empregado, é projeto, é plano esse, é plano aquele, é plano aquilo, tudo cabide”. O presidente continuou: “acabaram com o nosso Brasil. E mais, tinha tanto dinheiro que emprestaram para Cuba fazer um porto onde não temos como escoar nossa safra. Mandaram dinheiro para fazer metrô na Venezuela e nós não temos Trensurb a Taquara, tem só a Novo Hamburgo. Mas deram o nosso dinheiro lá para fora, pros ditadores, pra esses sanguinários onde o povo está sofrendo. E ainda tem gente que apoia. Cuba e Venezuela é uma maravilha pra muita gente”, disse o vereador.

Para Guido, muitos querem implantar no Brasil o comunismo. “Igualdade para todos, mentira. Riqueza para a casta e ração pro resto, é assim que é no comunismo. Mas lá eu tenho direito de estudar, mas vai ganhar uma miséria”, completou, lembrando que nos regimes comunistas, segundo ele, o ditador é quem manda. O vereador ainda lembrou das acusações de que nas recentes eleições da Venezuela pessoas foram pressionadas a votar no atual presidente.

Guido ainda criticou o governo por ter adotado o que ele considera uma política de preços suicida para a Petrobras. Lembrou que a companhia foi quebrada e precisava ser recuperada para ter investimento. “O governo criou mecanismo suicida, sim, de regular pelo petróleo, pela bolsa, pelo valor internacional do petróleo, e aí deu com os burros na água. Porque não contava que o petróleo iria sair de 30 dólares para 80 dólares, quebrou o queixo”, avaliou.

No final do discurso, Guido sustentou que o que precisa acabar no Brasil é o cabide de emprego. “Se não enxugar a máquina pública, nem tendo máquina de fabricar dinheiro sustenta a roubalheira nesse país”. Em seguida, veio o discurso relacionado à intervenção militar, que foi objeto de vários cartazes nas recentes manifestações de caminhoneiros pelo país. “E o que nós estamos falando de intervenção não é intervenção. Só um golpe militar para mudar essa sacanagem toda. Ninguém está falando, não existe intervenção militar, intervenção militar é comandada pelo presidente. Pro Exército assumir e terminar com tudo isso só com um golpe militar, não vamos enganar o povo. E o povo quer o golpe militar”, finalizou.

CONTRAPONTO – Nesta sexta-feira, o vereador Guido Mário Prass Filho (PP) concedeu entrevista à Rádio Taquara, ao programa Painel 1490, e falou sobre o seu pronunciamento na sessão do Legislativo. Disse ser contrário a uma iniciativa dos militares em tomar o poder, pois acredita que isso será um retrocesso para o país. Na avaliação de Guido Mário, somente a democracia é o melhor caminho para o Brasil. Guido disse que, na Câmara, buscou afirmar que um golpe poderia ocorrer se uma eleição direta não resolver os problemas da política. O vereador defendeu que o Brasil precisa diminuir o que considera cabides de emprego, bem como os altos salários. Ouça a entrevista na íntegra clicando aqui. 

Abaixo a íntegra da sessão da Câmara e o pronunciamento de Guido começa com 1h20min de reunião: