O presidente da Câmara de Vereadores de Taquara, Guido Mário Prass Filho (PP), falou, nesta sexta-feira (1º), ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, sobre o polêmico pronunciamento feito na sessão da última segunda-feira (28) do Legislativo. Naquela ocasião, Guido falou sobre intervenção ou golpe militar, e chegou a afirmar que “só um golpe militar para acabar com essa sacanagem toda”, em relação aos desmandos do país. Nesta sexta-feira, Guido explicou sua posição, dizendo ser contrário a tomada do poder por militares, afirmando que fez uma leitura de fatos de que, se as eleições deste ano não resolverem os problemas, poderia ocorrer um golpe, o que seria um retrocesso para o país.
Guido voltou dizer que não existe intervenção militar, pois as operações, neste caso, seriam comandadas pelo presidente da República, como é o caso, neste momento, das ações do Exército no apoio à distribuição de combustíveis. A tomada do poder por militares, segundo o presidente da Câmara, é um golpe, o que, na visão dele, seria um retrocesso para o país. “A pior democracia do mundo ainda é melhor do que uma ditadura militar”, reforçou, lembrando, ainda, aspectos históricos que levaram ao golpe de 64 no Brasil, uma vez que os militares assumiram com o discurso de que queriam evitar a implantação do socialismo no país.
O presidente da Câmara afirmou esperar que as eleições deste ano corrijam o caminho do Brasil. “O grande mal do país são esses salários milionário, em todas as esferas, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Não tem como o cidadão comum trabalhar para um cara ganhar cento e poucos mil por mês”, disse. Guido disse temer que, se o país tiver eleições e o Brasil “não ter jeito”, aí não haverá mais alternativa e poderia ocorrer o golpe militar. “Aí nós vamos sangrar, nós vamos retroceder. Sou contra, mas talvez possa acontecer”, disse.
Guido Mário ainda voltou a comentar a política de preços da Petrobras, explicando que foi adotada pelo governo para tornar a empresa atrativa a investidores, mas na prática se tornou agressiva aos caminhoneiros. O problema em relação ao preço dos combustíveis, na avaliação de Guido, é a alta carga tributária. “O imposto é muito alto sobre o combustível, isso eu acho muito agressivo, porque o combustível que move o país. Mas o governo viu no combustível uma forma de arrecadar. E até favoreceu a compra do carro, porque aí arrecada no combustível”, afirmou o presidente da Câmara.
Confira, abaixo, a íntegra da entrevista que Guido Mário concedeu à Rádio Taquara:


