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Prefeito interino de Parobé se manifesta sobre denúncia envolvendo coordenador de banda

Moacir Jagucheski disse que seu governo está fazendo reestruturação de cargos do Executivo.

A existência de um servidor nomeado como cargo de confiança para a coordenação da Banda de Parobé, enquanto o conjunto não está em atividades, motivou uma série de denúncias nas redes sociais nos últimos dias envolvendo a administração municipal. A reportagem do Jornal Panorama contatou, nesta quarta-feira (13), o prefeito interino de Parobé, Moacir Jagucheski, para pedir informações sobre o caso. O chefe do Executivo admitiu que, embora nomeado como coordenador de banda, o profissional atualmente na função exerce a coordenação de 20 pessoas que trabalham na limpeza de ruas. Mesmo assim, Moacir disse que isso ocorre devido à necessidade de reestruturação do quadro de cargos da Prefeitura, uma vez que não havia um cargo disponível para a nomeação deste profissional. “Poderia nomear como diretor, mas aí o salário seria maior. Estamos tomando medidas para economizar, ações que garantem, por exemplo, o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário, que será feito na próxima sexta-feira (15)”, disse Moacir.

O prefeito interino explicou que, mesmo com essa situação, o seu governo está finalizando projeto para a reestruturação do quadro de cargos do Executivo, acrescentando que este trabalho já foi informado ao Ministério Público e ao Judiciário local. Segundo Moacir, medidas já foram tomadas, como a volta de professoras para salas de aula e a adequação da carga horária de profissionais que atuavam seis horas, mas deviam trabalhar por oito.

Com relação à denúncia envolvendo o cargo de coordenação da banda, Moacir disse que se trata de uma questão política. Até poucos dias, segundo o prefeito interino, o cargo estava provido por um membro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), mas a sigla deixou a administração e, por isso, foi nomeado um novo integrante para assumir a função. Por conta da exoneração, segundo o prefeito interino, o PT pegou o assunto para atacar o governo. Jagucheski criticou a estrutura criada pelo PT no Executivo, que prevê a nomeação de 145 cargos de confiança. Segundo ele, atualmente o governo possui 132 nomeados. A ideia de Moacir é reduzir o número de pessoas vinculadas a cada secretaria e deixar os cargos de confiança com nomeação mais livre, evitando situações que possam caracterizar desvio de função e desburocratizando o funcionamento da máquina pública.

Sobre o assunto, a reportagem contatou o presidente do PT de Parobé, Cláudio Silva, também ex-prefeito do município. Segundo ele, a administração atual aprovou na Câmara de Vereadores, em outubro, uma reestruturação para os cargos da prefeitura, adequando-os ao que entendia melhor para o seu funcionamento, não tendo o partido ingerência sobre o quadro. Disse que o PT tinha a indicação de um cargo de motorista na saúde, e essa a função era a exercida pelo profissional. Contudo, sobre a nomeação da pessoa em determinado cargo, Silva disse que é atribuição do prefeito e não do partido e, por isso, a sigla não teria como se aprofundar a respeito.