Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 25 de setembro de 2009 e está arquivada em Caixa Postal 59.

CAIXA POSTAL 59

A polêmica dos jardins públicos em Taquara
Está havendo um certo exagero e falta de informação acerca das exigências do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio Grande do Sul, Crea-RS, com relação à Floricultura Avenida e seu proprietário Waldemar Hugentobler, o Chico. Em nenhum momento a intenção do Crea-RS é de inviabilizar qualquer empreendimento na cidade. A função do Conselho é fiscalizar o exercício legal da profissão dos profissionais a ele filiados. O que aconteceu na avenida Sebastião Amoretti foi uma notificação por uma obra irregular e que poderia causar problemas, caso fosse atacada por atos de vandalismo, uma vez que se constituía de dormentes de madeira de cor escura e que ainda não estavam devidamente fixados. Caso algum desses dormentes fosse jogado na avenida, poderia causar um acidente muito grave. Assim que eles foram fixados de maneira adequada, o Crea retirou a notificação e não houve nenhum tipo de ônus a quem a recebeu, como é praxe do Conselho nesses casos.
A segunda ação foi o cadastramento da floricultura junto ao Crea e a contratação de um responsável técnico, que sou eu, engenheiro agrônomo conforme manda a lei. Estou solicitando junto à Câmara de Agronomia do Crea-RS um regime especial de horas técnicas de maneira a não onerar a empresa com uma carga horária que não se justifica diante do volume de trabalho. Esse pedido está sendo analisado e tenho plena certeza de que o Conselho vai entender o pedido do proprietário da Floricultura Avenida e aprovar um regime especial de horas técnicas.
O que não pode acontecer é desistir do trabalho de embelezamento da cidade e ficar colocando a culpa neste ou naquele. Trabalhei na cidade de Gramado, no setor de parques e jardins da Prefeitura, e vi que não há nada de complicado em embelezar uma cidade com flores. Basta investimento e muito trabalho. O poder público municipal tem que acreditar no potencial de seus cidadãos e empresas, e esses também não podem ficar esperando que tudo “caia do céu”. É um trabalho de todos, desde aquele que prepara o canteiro e planta flores até a população que tem o dever de zelar por isso, não deixando que aconteçam depredações e, na medida do possível, cuidando das flores como se fossem plantadas em seu próprio jardim.
Basta de desentendimentos e vamos trabalhar com vontade e com a meta de ver a cidade limpa, bonita e cheia de flores!
Gustavo Luis Uriartt
Engenheiro agrônomo

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