Perfil

Denise Félix

Denise Félix, 51 anos, natural de Montenegro. É casada com Joel Correia da Silva (48), tem uma filha, Vivian Félix

dsc02627Denise Félix, 51 anos, natural de Montenegro. É casada com Joel Correia da Silva (48), tem uma filha, Vivian Félix Milani (32), e um neto, Gabriel Milani (10). É recepcionista, secretária e telefonista da Rádio Taquara e do Jornal Panorama desde 1990.

O que representa para você ser recepcionista da Rádio Taquara e do Jornal Panorama durante 19 anos?
Representa a minha vida. A partir do momento em que entrei aqui foi que passei a me considerar gente, por sentir a vida melhor e aprender a não julgar os outros. Guardo com muito carinho a consideração que tiveram comigo quando comecei a trabalhar na rádio e no jornal. Eu tinha recém ficado viúva, aos 32 anos, e estava sem eira nem beira, com uma filha de 13 anos para criar. No dia da entrevista para o cargo, a Inge me disse que eu precisaria saber datilografar, ter conhecimento em português e dominar a concordância verbal. Então eu levantei para ir embora, pois a única coisa que tinha para oferecer era o meu carinho e boa vontade. Ela apostou em mim e, aos poucos, fui conquistando o respeito de todos. Agora passo na rua e as pessoas me cumprimentam, me conhecem por trabalhar aqui.

Como é trabalhar na linha de frente de dois veículos de comunicação?
Costumo dizer que são três lados. Se acontece algo errado ou surge algum problema, sou a primeira a ouvir as reclamações, e as pessoas, às vezes, não sabem o jeito certo de falar. Mas tem o lado da alegria, em ver as pessoas trazendo informações boas e também por ser um local onde conseguimos auxiliar aqueles que pedem ajuda, através da contribuição de leitores e ouvintes. São coisas que trazem satisfação. E, também, a tristeza, já que não são somente notícias boas que nos chegam, mas também alguns fatos ruins que ocorrem.

Fale sobre seu envolvimento comunitário.
É algo estressante, mas que, ao mesmo tempo, faz me sentir realizada demais. É um lado muito sério da minha vida, que me dá uma satisfação tão grande que não sei explicar. As pessoas vêm buscar ajuda e eu peço ao Masutti (Luís Carlos, comunicador da Rádio Taquara) para que mobilize os ouvintes a contribuírem com o que podem – geralmente material escolar, fraldas, leite, etc. O Rafael (Schmitt, operador) também me auxilia no atendimento dos pedidos e, enquanto não consigo arrecadar o que precisa, fico estressada. Além disso, uma vez por ano também contribuo para a realização de uma festa de Natal para a comunidade da parada 126, em Santa Cruz da Concórdia.

Como você se autodefine?
Me considero uma pessoa honesta, superamiga, extrovertida. Às vezes sou chata e resmungona, mas também muito séria. Sou animada, nunca estou para baixo e não vejo o mal nas pessoas.

O que gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto de estar no meu sítio, visitar meus familiares em São Leopoldo, ir a Tapes, fazer trabalhos manuais e comer.

Como conheceu seu esposo e o que mais admira nele?
Nos conhecemos no CTG O Fogão Gaúcho, numa sexta-feira de junho em que fui acompanhar a Rádio Taquara numa transmissão de lá. O que mais admiro nele é a cumplicidade – ele é meu parceiro. Quando vou dizer algo, ele costuma falar antes, parece que adivinha meus pensamentos.

O que a tira do sério: a mentira.

Quais são seus planos para o futuro?
Continuar me realizando com tudo de bom que tenho para dar para os outros.

Estilo musical: anos 60 e sertanejo.

Prato predileto: a massa feita em casa da minha mãe.

Uma mania: resmungar.

Um lugar: o meu sítio Santo Antônio.

Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: “Se por acaso tombares, lembra-te que só os medíocres ficam no chão. Levanta de cabeça erguida e faz da tua queda um passo de dança, das tuas lágrimas um sorriso e, da tua derrota, a mais completa vitória”.

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