
A forte discordância dos professores de Igrejinha com a proposta da Prefeitura de alterar o plano de carreira do magistério terá um novo ponto nesta quinta-feira (19). Em assembleia-geral convocada pelo Sindicato dos Professores Municipais (Sipromi), serão analisados os projetos de lei enviados à Câmara de Vereadores para discussão. Depois, os professores pretendem formalizar uma lista de reivindicações que será encaminhada ao Executivo, bem como analisar e votar eventual paralisação da categoria.
A assembleia geral desta quinta-feira à noite (18 horas) será precedida de uma reunião das comissões com discussão dos projetos e presença do secretário municipal de Educação, Luis Carlos Trombetta. Na segunda-feira (16), a Câmara de Igrejinha realizou audiência pública proposta pela comissão de educação do Legislativo e contou com lotação completa do plenário. Os professores contestaram o fato de que o prefeito Joel Wilhelm e os secretários de Administração, Leandro Horlle, e de Educação, Trombetta, faltaram ao encontro. A Prefeitura foi representada por Carlos Eduardo Sanches, proprietário de uma empresa contratada pela administração municipal com vistas a estudar as mudanças no plano de carreira. Segundo o Sindicato, o representante dos professores, Henrique Haller, contestou a real necessidade de alteração nos moldes em que foi apresentada, ressaltando que, em um primeiro momento, é necessário realizar uma gestão financeira e de pessoal para, então, estudar as alterações no plano de carreira. Segundo Haller, demais municípios da região também investem um valor maior do que recebem do Fundo da Educação Básica (Fundeb) para o pagamento do magistério.
Os professores informaram que a reivindicação é de retirada imediata dos projetos de lei de discussão na Câmara de Vereadores, para que seja retomada a discussão, a fim de encontrar uma alternativa considerada democrática e realmente participativa, “e não na forma de uma democracia velada como o processo foi conduzido até o momento”. O Sindicato acrescenta que os professores não se omitirão ao diálogo, porém não aceitarão “impassíveis mudanças que descaracterizam completamente um projeto que foi democraticamente construído”.
Posição da prefeitura
A Prefeitura de Igrejinha, por sua vez, vem divulgando notas à imprensa e nas redes sociais com relação ao plano de carreira do magistério e as polêmicas propostas de mudanças. Nesta quinta-feira (18), a administração considerou que “muitas informações têm sido divulgadas nos últimos dias acerca das mudanças propostas no plano de carreira do magistério. Ocorre que um dos principais argumentos contra a proposta aponta para uma diminuição nos salários atuais dos profissionais do magistério, o que está absolutamente equivocado, por ser inconstitucional”. A Prefeitura diz que a Constituição garante a irredutibilidade dos salários, ou seja, ninguém pode ter seu salário reduzido.
Outro ponto que, segundo a prefeitura, é de grande preocupação diz respeito à possível falta de profissionais interessados em trabalhar no município diante da nova situação salarial proposta no plano. “Também não existe motivo para tal, porque os salários dos novos professores ficarão bem acima do piso nacional do magistério”, diz a prefeitura. “A Administração municipal também reitera que essas mudanças são necessárias para que o município de Igrejinha possa manter a saúde financeira, e seguir honrando seus compromissos e atendendo as demandas de toda a comunidade, sempre tendo em mente que nem sempre as decisões corretas são as mais populares”, reforça o texto do Executivo.


