A situação da empresa Crysalis, de Três Coroas, que teve a sua falência decretada pela Justiça tornou-se uma pendenga jurídica. Depois de a falência ter sido suspensa, na terça-feira (17), uma nova decisão, tomada nesta quinta-feira (19), retomou a situação anterior e manteve a falência da companhia. Ainda nesta quinta-feira, a empresa foi novamente lacrada pelo administrador judicial nomeado pela Justiça.
A falência foi decretada pela juíza Mariana Motta Minghelli, de Três Coroas, no último dia 9. Naquela ocasião, a magistrada considerou que a empresa não demonstra mais capacidade financeira de resolveu o seu passivo e cumprir o plano de recuperação judicial solicitado em 2016. Ainda na semana passada, a desembargadora Elisa Carpim Corrêa, do Tribunal de Justiça, manteve a decisão da juíza três-coroense. Contudo, na última terça-feira, o juiz Alex Custódio acatou mandado de segurança impetrado pelos advogados da Crysalis e suspendeu o decreto de falência.
Agora, o próprio Custódio revogou a sua decisão. Ainda não foi divulgada pelo Tribunal de Justiça a íntegra da decisão do magistrado, apenas a sua parte dispositiva, ou seja, a determinação propriamente dita, que diz o seguinte: “Penso que com a mais recente decisão a situação retorna ao estado anterior, mantendo a falência e lacres da empresa, assim como ficar sem efeito suspensivo o agravo de instrumento interposto pelas agravantes”.
Contatado pela reportagem do Panorama, o administrador judicial Roberto Carlos Hahn disse que a empresa foi lacrada novamente, cumprindo as determinações judiciais. Os próximos passos, como eventual assembleia de credores que está determinada para avaliar a situação econômica financeira, ainda acontecerão conforme o andamento do processo judicial. Em um primeiro momento, o administrador judicial seguirá cumprindo as ordens da Justiça e arrecadando os bens da empresa para avaliação e possível venda.
No processo, há manifestação do administrador judicial em que diz que se sensibiliza com os efeitos da decretação de falência da companhia, principalmente com relação aos empregados. Contudo, afirma que “as decisões foram com base na situação econômico/financeiro da recuperanda, buscando efetivamente proteger os direitos dos mesmos, considerando a eminente possibilidade de constrição de todo o patrimônio da empresa nas execuções fiscais em trâmites, as quais foram mencionadas na decisão que decretou a quebra”.
A reportagem do Panorama tentou contato com a advogada Carolina Miguez de Almeida, do escritório Dulac Müller, que está respondendo pela defesa da Crysalis, mas não obteve retorno.


