
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlio Maurer, da localidade de Padilha, interior de Taquara, é o quinto educandário a ganhar um Ecoponto. A inauguração ocorreu no início do mês (8) com o objetivo de conscientizar alunos e comunidade a separar de maneira correta resíduos sólidos, como papel, plástico e metal, prevendo também recursos financeiros à escola através da venda destes resíduos.
A iniciativa foi recebida pelo diretor da escola, Gustavo Martim Frank e alunos, integrando as ações da Agenda 21 escolar, coordenada pela professora Melissa Vilches e pela COM-VIDA. O projeto ECOPONTO na escola se soma às ações do programa Espaços Educadores Sustentáveis, e visa, dentre outros objetivos, auxiliar a escola para tornar-se LIXO ZERO.
A ideia, segundo a coordenadora de Educação Ambiental de Taquara, professora Sabrina Guarani-Kaiowá Amaral, é que as 28 escolas que tem Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vida´s), tenham o seu próprio Ecoponto para o recolhimento de resíduos sólidos: papel, plástico e metal. “Já contam com Ecopontos as escolas João Martins Nunes, Nereu Wilhelms, Rosa Elsa Mertins e Tia Bete, logo, vamos inaugurar em outros educandários também”, observa Sabrina.
O projeto é uma parceria da SMECE, Rotary Club de Taquara, Instituto Vitória, Cooperativa de Reciclagem e Limpeza (Cooreli) e Com-Vida´s que integram alunos mobilizadores e incentivadores das causas ambientais na escola e no bairro e darão prosseguimento ao projeto. Durante o evento participaram o secretário da SMECE, Antônio Edmar Teixeira de Holanda; a coordenadora Sabrina Guarani-Kaiowá Amaral; o presidente da Cooreli, Alexandre Cândido e as representantes do Rotary Club, Elena Weber e Nara Mattos.
O Ecoponto efetua o recolhimento dos materiais encaminhando de forma adequada a indústrias especializadas, fazendo assim, o processo de forma correta, motivando os envolvidos e ampliando a ideia. Todo material arrecadado é recolhido pela Cooreli, transportado até a central – um espaço cedido no Instituto Vitória – e depois levado para a Usina de Reciclagem de Moquém para a separação e consequente destinação adequada dos resíduos, retornando como recurso financeiro à escola.
A estrutura é simples feita com palete de sofás em desuso, três tonéis de indústria de piscina para a destinação de papel, plástico e metal e uma placa indicativa financiada pelo Rotary Club. Há um caminhão disponível para fazer a logística de recolhimento dos tonéis nas escolas, sempre que estão cheios, e entregar na central. Semestralmente há o repasse de recursos financeiros às escolas, de acordo com a coleta de cada instituição. O Ecoponto está aberto à visitação de todas as escolas, empresas e população em geral, a fim de instruir e desmistificar a questão da reciclagem, bem como tudo o que o tema abrange.



