Na primeira votação após o início da gestão de Irton Feller (MDB), em Parobé, a Câmara de Vereadores aprovou quatro projetos de lei na sessão ordinária desta terça-feira (28). Um dos projetos mais polêmicos, o que cria a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Desenvolvimento, foi aprovado pelos vereadores, mesmo tendo votos contrários. A equiparação do salário do chefe de gabinete ao de secretário municipal também passou pela Câmara.

O primeiro projeto apreciado pelos vereadores diz respeito a contratação de um financiamento de até R$ 2 milhões com o Banrisul. O objetivo é adquirir máquinas e veículos para a Secretaria de Obras. A matéria foi aprovada pelos parlamentares.
Depois, foi colocado em análise projeto que cria a Secretaria de Desenvolvimento, desmembrando a pasta da Secretaria de Administração, a qual o setor econômico estava vinculado atualmente. O vereador Ênio Terra (PTB) disse que a alteração deverá auxiliar na vinda de novas empresas para o município. Já o vereador Dari da Silva (Pros) contestou a criação, dizendo que uma nova secretaria não ajudará no Desenvolvimento se não tiver orçamento. “Se não houver recursos para investir no setor empresarial, além do comércio e indústria. Aquela luta que todos nós fizemos para que a máquina pública fosse enxugada vai por água abaixo com esta aprovação”, enfatizou. Mesmo com os protestos, o projeto foi aprovado.
O último texto apreciado na sessão foi o que reorganiza os cargos de direção, chefia e assessoramento e dos secretários municipais. Entre as principais mudanças, está a equiparação do salário de chefe de gabinete ao de secretário municipal, no montante de R$ 8 mil. No governo de Feller, a chefia de gabinete é exercida por Valdenir Martins, presidente do MDB de Parobé. Feller justificou, no projeto, que a mudança no salário é necessária devido às novas funções assumidas pelo chefe de gabinete no governo. O projeto foi aprovado na Câmara.
COMO VOTARAM OS VEREADORES
Projetos do financiamento do Banrisul e da Secretaria de Desenvolvimento – 8 a favor e 5 contra
Favoráveis: Gilberto Gomes (PRB), Eder Pinheiro (MDB), Elario Jahn (MDB) e Eneas Rodrigues (MDB), Idamir de Morais (PSDB), Jair Bagestão (PT), Marcelo Pereira (PDT), Enio Terra (PTB)
Contrários: Alex Bora (PR), Henrique Rafael dos Santos (PDT), Celso Ferreira (PDT), Maristela Rossato (PT) e Dari da Silva (Pros).
Projeto dos cargos de direção, chefia e assessoramento – 7 a favor e 6 contra
Favoráveis: Gilberto Gomes (PRB), Eder Pinheiro, Elario Jahn e Eneas Rodrigues (MDB), Idamir de Morais (PSDB), Jair Bagestão (PT) e Enio Terra (PTB)
Contrários: Alex Bora (PR), Henrique Rafael dos Santos (PDT), Celso Ferreira (PDT), Maristela Rossato (PT), Dari da Silva (Pros) e Marcelo Pereira (PDT).
UNÂNIME
O único projeto aprovado por unanimidade entre os parlamentares foi o que autoriza o repasse no valor de R$ 31 mil ao Rotary Clube. A medida tem como objetivo ajudar no custeio de premiações na área da educação, como o “Professor Inovador”. O valor é oriundo de doações feitas através do imposto de renda por pessoas físicas e jurídicas e não sai dos cofres públicos.


