Polícia

Detentos se rebelam e põem fogo em objetos em cela da Delegacia de Taquara

A semana começou tensa para os agentes responsáveis pela Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Taquara, devido à significativa

A semana começou tensa para os agentes responsáveis pela Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Taquara, devido à significativa quantidade de presos nas celas. Na madrugada deste domingo (9), alguns dos detentos puseram fogo em colchões e objetos, reivindicando regalias e exigindo que “se mais alguém fosse colocado nas celas eles matariam o detento ali mesmo”. As celas da delegacia comportam nove detentos ao todo. Nesse final de semana, oito aguardavam por vagas no sistema prisional. Apesar de as celas não estarem totalmente lotadas, alguns dos detentos se intitulam “matadores de facções” e não aceitam as regras do local.

Conforme o diretor do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil do Rio Grande do Sul (UGEIRM), da região do Vale do Paranhana, Fábio Monteiro, as celas da delegacia não devem ser usadas como prisão, pois o cuidado com os presos não compete aos agentes da polícia. “Desde sábado estamos com oito presos sendo que um deles saiu na manhã deste domingo. Tivemos a entrada de três da região metropolitana. Os indivíduos têm ficha criminal considerável e acabaram tumultuando o movimento das celas. É atípico para nós, mas está acontecendo. Sempre lembrando que não é função legal nossa cuidar de presos”, relatou Monteiro.

Na manhã desta segunda-feira (10), a situação ficou um pouco mais complicada. Mais dois presos foram trazidos ao local por uma guarnição da Brigada Militar. Porém, por estarem com receio pela ameaça dos detentos de que, “se mais algum preso fosse colocado na cela seria morto”, os policiais decidiram por mantê-los na viatura. Diante disso, dois policiais militares têm que cuidar dos presos no local, o que reduz o efetivo no trabalho ostensivo pelas ruas da cidade.

Ainda conforme o diretor do Ugeirm, os agentes da Polícia Civil estão com salários em atraso, o que dificulta ainda mais a execução de suas funções. “Estamos trabalhando há 15 dias sem receber salários”, disse Fábio.