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Prefeitura busca solução para deslizamento de terra em Taquara

Problema na rua 17 de Junho chegou a afetar o abastecimento de água.

A Prefeitura de Taquara informou que está estudando a solução para o deslizamento de terras ocorrido no mês passado, na rua 17 de Junho, no bairro Morro do Leôncio. O problema chegou a deixar Taquara por três dias com falhas no abastecimento de água. Um laudo técnico sobre as condições da água, solicitado ao escritório da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), está sendo aguardado. Outra providência é a regularização do sistema de coleta e tratamento de esgoto sanitário solicitado ao Presídio Estadual de Taquara. Uma notificação foi enviada pela Secretaria de Planejamento e Urbano.

Segundo a prefeitura, o deslocamento de parte do terreno argiloso, ocorrido no dia 24 de agosto, pode ter sido ocasionado pelo corte em um terreno das proximidades, situação que se agravou após as fortes chuvas que atingiram a região naquele período. Também ocorreu o rompimento de parte da canalização da Corsan, provocando a mistura de barro na água, deixando cinco bairros de Taquara sem abastecimento por diversos dias.

Acompanhado por equipes das secretarias municipais de Planejamento e Urbanismo, de Obras e Serviços Urbanos e de Meio Ambiente, e de representantes da Defesa Civil e Corsan, o prefeito em exercício Hélio Cardoso Neto esteve no local, no último dia 17, e conversou com o diretor do Presídio Estadual de Taquara, Gilson Goldani, na tentativa de solucionarem o acúmulo de dejetos do esgoto encontrado nas proximidades do local do desabamento.

Durante a vistoria, o grupo também analisou o sistema de esgotamento sanitário dentro do terreno do Presídio de Taquara, visando a evitar uma possível contaminação da água em caso de novo deslocamento de terras, e pediu ao diretor Gilson que providencie junto à Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) um projeto de um novo sistema de coleta mais abrangente e de tratamento do esgoto sanitário, levando em conta a possível mudança do local de lançamento dos afluentes. “Inicialmente, precisamos eliminar esse acúmulo dos afluentes ao longo do leito da rua 17 de Junho, que pode causar mau cheiro e a proliferação de insetos. Além do perigo de novos deslizamentos, precisamos evitar que, em caso de novo desmoronamento, este esgoto se misture a água distribuída no município”, alertou o vice-prefeito de Taquara.

Autoridades municipais de Taquara vistoriam área que teve deslizamento de terras. Divulgação/Cleusa Silva