Mais de 147 mil eleitores do Vale do Paranhana estão aptos a voltar às urnas, neste domingo (28), no segundo turno das eleições gerais de 2018. A escolha, definitiva agora, será para governador do Estado e para presidente da República. Na disputa estadual, estão concorrendo Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB), enquanto no embate nacional os candidatos são Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). O eleitor é orientado a levar uma cola, com os números do seu candidato, e prestar atenção à ordem de votação: o primeiro candidato a ser escolhido é o governador e, depois, o presidente. Outra orientação é para que os eleitores, após digitar o número, esperem aparecer a foto do candidato, façam a conferência e, depois, apertem a tecla confirma. Em caso de erro, é possível corrigir o voto.
Segundo o chefe do Cartório Eleitoral de Taquara, Rafael Roggia, todas as urnas eletrônicas foram distribuídas aos locais de votação neste sábado (27), em uma logística que conta com o apoio das prefeituras. A votação acontece das 8 às 17 horas. Roggia esclarece que, mesmo quem não votou no primeiro turno, tem a obrigação de comparecer às urnas neste domingo, pois são consideradas eleições distintas pela Justiça. Em caso de nova falta, o eleitor terá que justificar a ausência para cada um dos turnos.
Rafael acrescentou que também não há mudanças em relação à biometria. Ou seja: quem fez o recadastro biométrico, votará usando as impressões digitais, enquanto quem não fez, poderá votar normalmente somente com os documentos de identificação. Também seguem os dados dos eleitores que foram importados dos cadastros do Instituto Geral de Perícias (IGP). Com isso, mesmo quem não fez o recadastro, pode ter solicitada a identificação biométrica, pois a Justiça Eleitoral importou dados das carteiras de identidade. Em todos os casos, é obrigatória a apresentação de um documento com foto. O título de eleitor é opcional, mas a Justiça recomenda o seu uso para encontrar mais facilmente o local de votação.
Continua a proibição para qualquer ato que possa caracterizar boca de urna. Rafael explicou que a Brigada Militar será parceira, na região, para a fiscalização, assim como haverá uma equipe do Cartório Eleitoral. A manifestação silenciosa de preferência de candidato por parte do eleitor é permitida, o que inclui uso de bonés, broches, camisetas ou até bandeiras, desde que enroladas. Contudo, Rafael alerta que a manifestação silenciosa é individual e não em grupos, o que pode caracterizar a boca de urna. Transporte de eleitores é um crime eleitoral, assim como a distribuição de santinhos.
Rafael Roggia explicou que a votação encerra às 17 horas, mas, em havendo filas nos locais de votação, aqueles que chegaram antes do horário marcado para o término receberão senhas. Quem chegar depois não poderá votar. Encerrada a votação, a urna emitirá um boletim, com os votos de todos os concorrentes, que será entregue aos fiscais partidários, uma via ficará com o presidente da mesa e outra será afixada no local. Em seguida, o presidente levará o pendrive da urna até o ponto de transmissão, onde os dados serão enviados ao sistema de totalização da Justiça Eleitoral. No primeiro turno, Rafael diz que não ocorreram falhas nos sistemas das urnas, e as que tiveram problemas foram apenas mecânicos, como caso de botões travarem. Estas urnas foram revisadas para o segundo turno.



