
Aberta na manhã da última quinta-feira (22), a Feira Literária e Cultura de Taquara superou as expectativas, segundo os organizadores. O evento integra, na rua coberta da cidade, uma programação artística e musical, além de oficinas de artes circenses – relacionadas ao tema desta edição do evento, que é “O circo” – assim como comercialização de livros e praça de alimentação.
“Estou extremamente encantado e agradecido pelos resultados da nossa Feira. Com certeza o evento está além das nossas expectativas, considerando o público, o nível das apresentações e a venda de livros também. E, eu sendo secretário de Educação, não posso deixar de atribuir tudo isso ao empenho e união da nossa equipe e dos parceiros que são incríveis. A Feira voltou com tudo”, comemorou o secretário de Educação, Edmar Teixeira de Holanda.
“Para uma retomada, o evento certamente superou nossas expectativas. Não tínhamos como prever a dimensão da Feira, pois já fazia quatro anos que a cidade não promovia o evento, mas conseguimos atingir o objetivo, que era resgatar o interesse pela cultura, pela literatura, principalmente das crianças, que estão super animadas e são o público mais presente aqui. Também conseguimos dar destaque para os artistas e escritores locais, outro de nossos objetivos, e nos encaminhamos para o encerramento, já pensando no próximo ano de Feira”, disse o diretor de Cultura Municipal, Paulo Wagner de Oliveira.
O encerramento

Em seu último dia, a Feira do livro reservou a manhã para um encontro de Bandas Marciais, apresentação das escolas municipais e também da ONG Vida Breve. O espaço da rua coberta ficou completamente lotado, principalmente pelos pais que acompanharam seus pequenos artistas. Movimento que, segundo os organizadores, foi a tendência desta edição: “percebemos que as crianças é que incentivaram os pais. Muitos vinham com a escola de manhã, ou à tarde, e depois retornavam com os pais, principalmente para levar os livros que já haviam deixado escolhidos”, explicou Iana Kleinkauf, da diretoria de Cultura.

Claudiomar de Oliveira foi um dos pais que participou da Feira, influenciado pelo filho, Guilherme, de apenas três anos. O menino não só prestigiou, como também subiu ao palco da Feira, junto com sua turma da Escola Vovó Arlete. Orgulhoso, o pai disse que há anos não ia a uma feira do livro, mas considerou sua presença indispensável nesta edição, principalmente para incentivar o filho. “O evento está lindo, o clima é de união, colaboração, coisa que há tempo eu não via, ou vivia. Muito bom ter esta oportunidade, é assim que nos desenvolvemos”, disse Oliveira, acompanhado da esposa e de uma filha mais velha.
O secretário Holanda também falou sobre o clima desta edição da Feira. Destacou o trabalho das professoras, que preparam os alunos e mobilizaram as famílias, para prestigiar o evento. “Nossos professores fazem um trabalho maravilhoso e hoje podemos ver isso aqui no palco. É uma versatilidade e qualidade ímpar”, descreveu. Israel Moreira, “o professor Buiú”, instrutor e regente da Banda da escola Getúlio Vargas, disse que o resultado do trabalho de um professor depende da troca que existe entre professor e aluno. Que um depende inteiramente do outro para dar certo. “Nesta época do ano, os alunos estão exaustos, mas eu incentivo, explico que entendo como eles se sentem, e eles me surpreendem, por que, na maioria das vezes, chegam antes de mim nos ensaios”, relatou.
Encerramento em clima de Black Friday

Conforme descreveu o secretário de Educação Municipal, os livreiros também avaliaram a Feira acima das expectativas. Evandro Capitanio, livreiro de São Leopoldo, disse que participou também da Feira do município vizinho, Três Coroas, e em ambos os eventos as vendas foram muito positivas. Na Feira de Taquara, ele trouxe um projeto de compra, venda e também troca de livros usados. Disse que o objetivo é promover uma experiência de comércio consciente, além de incentivar o consumo literário e o acesso aos livros, por meio da troca, por exemplo.
“Viemos com dois estandes pra cá, um somente de troca e outro com compra, venda e troca. Nossa proposta é o consumo consciente, pois o comércio da literatura envolve muitas questões, da cultura, do apego, e da economia. Quando exercitamos a troca, o despego, nós damos muito significados novos ao mesmo livro. Com ele vai, não apenas a história escrita, mas a história de quem leu antes, com dedicatórias, marcadores de páginas, uma porção de detalhes. Sem contar a questão financeira, pois tu podes adquiri outro livro, outra história, experiência, sem depender do dinheiro, propriamente dito”, explicou Capitanio, que em seguida anunciou um desconto de 10% nos livros comprados hoje. Há a possibilidade de pagar com cartão.
Confira a programação desta tarde
14h – Apresentação de dança Academia Andanças – Palco
15h – Apresentação teatral “Renascer do Cangaço” – Grupo Cheiro de Chuva – Palco
15h – Bate-papo com o escritor Othelo Rosa, sobre o livro “A vida do poeta Othelo Rosa” – Espaço dos Escritores
16h – Bate-papo com a escritora Solange Silva, sobre o livro “O grito do silêncio” – Espaço dos Escritores
16h30 – Espetáculo Onde a Palavra se Diverte, com A Fantástica Orquestra Mirabolante – Palco
20h – Encerramento “oficial” da Feira – Tholl – “No natal daquele ano” – Faccat


