
De um lado da moeda está a Oktoberfest de Igrejinha, como uma festa que tinha como objetivo demonstrar a linda cultura alemã, uma festa da comunidade, festa da família, rentável para o seu município.
Esta festa realmente tem contribuído financeiramente com escolas, investido em equipamentos para polícia e também tem mantido o hospital de Igrejinha com suas portas abertas. Bem, quanto a esses fatos não há argumento.
Mas e o outro lado da moeda? Ali temos os professores, a polícia e o próprio hospital que passam o ano inteiro trabalhando em prol das questões ligadas à saúde, com campanhas e esclarecimentos sobre a gravidade do consumo de álcool. E parece que tudo se perde durante a festa. O que era para ser a festa da família se torna uma tragédia para muitos lares: “o álcool é o rei da festa”. E este rei determina muita destruição.
Aliás, onde estão os pais? Por que a notícia de tantos adolescentes sozinhos nesta e em outras festas? Talvez, alguém vá argumentar: “Mas, Márcia, não é servido álcool para menores!”. E eu vou responder: “O adolescente que vai à festa e quer beber leva ou encontra um amigo que é maior de idade e este proporciona a bebida alcoólica”. E, talvez, aquele lucro da festa do ano anterior vá proporcionar o medicamento ou os encaminhamentos que logo este adolescente irá precisar. Este lado da moeda é muito triste!!!!
Bem, eu acho que hoje foi mais um desabafo! Para encerrar, estou muito feliz com a reinauguração do nosso hospital de Taquara. Quem será o primeiro bebê taquarense a nascer neste restaurado berço hospitalar?
Você já abraçou o seu filho hoje? Ainda há tempo…
Esta postagem foi publicada em 30 de outubro de 2009 e está arquivada em Colunas, E a família, como vai?.


