Após a circulação de boatos nas redes sociais dando conta do desabamento do telhado na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Residencial Azaleia, a Prefeitura de Parobé divulgou, nesta sexta-feira (18), uma nota de esclarecimento. Em resumo, a administração municipal admite a queda do telhado, mas alega que a obra sempre passou por irregularidades e que o contrato com a construtora foi rescindido, sendo determinada a abertura de novo processo licitatório.
A nota da Prefeitura inicia esclarecendo que a obra foi licitada em 2015, processo vencido pela empresa Manfio, com sede em Frederico Westphalen. No mesmo ano, logo após a homologação da licitação, a prefeitura afirma ter ocorrido a contratação e a ordem de início da construção. “Esclarece-se que a obra é custeada com recursos federais, consequentemente, também fiscalizada por técnicos do Ministério da Educação. Toda vez que a fiscalização comparecia, verificava algum problema e o descumprimento dos prazos estabelecidos no cronograma físico-financeiro”, diz o texto.
Segundo a Prefeitura, além da morosidade, a fiscalização do governo federal constatava irregularidades na construção. A administração municipal afirma que inúmeras notificações foram encaminhadas aos órgãos fiscalizadores e à empresa Manfio. No entanto, segundo a Prefeitura, a empresa, reiteradamente, pedia prorrogação de prazos, alegando estar passando por sérias dificuldades financeiras.
“Por fim, em meados de dezembro de 2018, o prefeito municipal [Irton Feller] determinou a rescisão do contrato, amparado em parecer técnico, justamente no tocante à fragilidade do telhado que acabou ruindo”, diz o texto, com a informação de que já foi determinada a abertura de novo processo de licitação visando a escolha de empresa para dar sequência à construção.



