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Oposição estuda medidas após denúncias envolvendo coligação de Feller em Parobé

Dari da Silva (Pros) e Maristela Rossato (PT) se disseram preocupados com obras.

Dois vereadores de Parobé anunciaram, nesta segunda-feira (28), que estão estudando as medidas a serem tomadas após denúncias que vieram a pública contra a coligação de Irton Bertoldo Feller (MDB) nas eleições de 2016. Dari da Silva (Pros) e Maristela Rossato (PT) concederam entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, e falaram sobre as informações que foram prestadas por um ex-integrante da coligação de Feller que prestou depoimento ao Ministério Público.

O depoimento foi prestado na semana passada por Juscimar José Mendes, ex-presidente do Partido Progressista (PP) e, no último pleito municipal, integrante da coligação de Feller. Segundo as informações dos vereadores, ele teria mencionado que o vídeo apresentado nas eleições daquele ano, envolvendo o ex-candidato a prefeito Diego Picucha (PDT), teria sido forjado por pessoas ligadas ao MDB. O vídeo divulgado à época não teria sido mostrado em sua integralidade, excluindo a parte em que Picucha não aceitaria a negociação proposta. Na época, Picucha teria recebido a oferta de dinheiro para a sua campanha, em troca de contrato com a prefeitura, se vencesse a eleição. O pedetista já foi absolvido na Justiça Eleitoral por conta deste caso envolvendo o vídeo.

Maristela, na entrevista à Rádio Taquara, chegou a pedir desculpas a Picucha por conta deste vídeo. Contudo, segundo ela e Dari, não cabe aos vereadores apurações relacionadas à questão do vídeo. Os vereadores disseram que deverão apurar as menções feitas a obras que estariam com irregularidades em Parobé, em especial construções de escolas que teriam sido pagas em praticamente a integralidade, mas as obras não foram realizadas. Segundo eles, tudo isso seria de uma mesma empresa, citada das denúncias. Dari e Maristela disseram que se reuniriam com o jurídico da Câmara para estudar os melhores procedimentos, seja propondo uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou pedindo esclarecimentos. Para criar uma CPI, é necessário reunir a assinatura de cinco vereadores. Dari e Maristela ainda disseram que tentariam marcar uma reunião com o Ministério Público para obter informações sobre as denúncias.

A reportagem do Panorama contatou o Ministério Público de Parobé para obter informações. Em resposta, o promotor Rodolfo Grezzana, por meio de sua assessoria, informou que os atendimentos feitos “dizem respeito àqueles que os noticiam, ou seja, aos próprios interessados. Somente tornam-se informação pública, com sua eventual publicidade, quanto formalizada investigação e, ainda, nesse caso, quando não necessitarem sigilo. Portanto, nada a declarar”, diz o texto.

Panorama também contatou o presidente do MDB de Parobé, Valdenir Martins, o qual informou que a sigla está tomando as medidas cabíveis a respeito do fato e deverá se posicionar ainda nesta semana sobre todas as questões levantadas. O assunto está sendo discutido junto com os advogados. Mesmo assim, Valdenir nega qualquer irregularidade.

Assista a íntegra da entrevista dos vereadores:

https://www.facebook.com/JornalPanorama/videos/611375685985084/