A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou que conseguiu, junto à 1ª Vara Cível de Taquara, a indisponibilidade dos bens de dois agentes penitenciários que atuaram junto ao presídio local. A ação civil pública foi movida por suposto ato de improbidade administrativa contra o ex-diretor da casa prisional, Evandro Oliveira Teixeira, e o ex-chefe de segurança do estabelecimento, Marcelo Alexandre Ribeiro Carvalho. A ação foi proposta pela Procuradoria Disciplinar e de Probidade Administrativa.
Segundo a PGE, o processo decorre da Operação Pitágoras, deflagrada em 2014 pelo Ministério Público. Na ocasião, a Promotoria apontou um esquema de negociações de vagas realizado no âmbito da administração do Presídio de Taquara, em conluio com outros apenados. A PGE afirma que a operação evidenciou, ainda, a comercialização de armas de fogo, substâncias ilícitas, veículos, celulares e motocicletas, dentre outros atos que teriam sido praticados pelos dois agentes.
No âmbito da Operação Pitágoras, os dois agentes penitenciários foram acusados e ainda respondem a processo criminal pelos supostos delitos cometidos na venda de vagas. Esta ação, portanto, é na área cível, de improbidade administrativa, movida pelo governo do Estado. Em outro processo, os dois agentes foram acusados de homicídio contra um detento, por suposta omissão ao chamar socorro ao preso que estava muito doente. Contudo, como Panorama revelou em 2017, os agentes foram absolvidos em primeira instância, embora o Ministério Público tenha recorrido da decisão.
A reportagem do Panorama tentou contato com os advogados de defesa de Evandro e Marcelo, mas não foram localizados. Ao site GaúchaZH, o advogado Fábio Adams, que defende Marcelo, disse que não foi notificado e somente iria se manifestar após ter conhecimento da decisão judicial.



