Os funcionários do Hospital Bom Jesus, de Taquara, foram convocados pelo Sindicato dos Profissionais Empregados em Casas de Saúde do Rio Grande do Sul (SindiSaúde) para uma assembleia geral extraordinária na próxima quinta-feira, dia 28 de fevereiro. O encontro acontecerá defronte à casa de saúde, em primeira convocação, às 13 horas, e, em segunda chamada, às 13h30min. Na pauta, a situação dos funcionários do hospital, que estão com salários em atraso, e deliberação, inclusive, sobre possibilidade de paralisação dos atendimentos.
A informação foi confirmada pelo diretor do SindiSaúde, Júlio Duarte, à reportagem do Jornal Panorama. Segundo ele, a ideia é realizar um movimento chamando a atenção da população de Taquara e região para a situação que se encontra o hospital, com problemas no pagamento dos funcionários, mas também condições precárias de atendimento. Júlio informou que, em uma reunião nesta semana, os colaboradores manifestaram preocupação ao Sindicato pois não têm previsão de recebimento dos recursos.
Além disso, o SindiSaúde manteve contato com a assessoria jurídica do hospital e foi informada de que não há data específica prevista para o pagamento. Outra questão que está na pauta é o problema com a quitação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Júlio confirmou que, embora sempre seja uma última alternativa, devido às consequências para a população, é possível, no entanto, que a assembleia delibere por uma paralisação dos serviços dos funcionários, caso não se tenha uma resposta concreta da direção hospitalar sobre prazos para resolução dos problemas.
Ainda neste final de semana, o SindiSaúde pretende começar a distribuir, em Taquara, uma carta aberta à comunidade relatando os problemas que estão acontecendo no Hospital Bom Jesus. A pauta da assembleia prevê avaliação e posicionamento da categoria em relação aos atrasos nos pagamentos de salários; esclarecer sobre os enquadramentos dos graus de insalubridade, bem como deliberar sobre medidas a serem adotadas quanto à distorção neste enquadramento em relação ao bloco cirúrgico, UTI e emergência do hospital; deliberação sobre movimentos a serem adotados, inclusive paredista [paralisação], caso persista a situação; e assuntos gerais.


