Perfil

Gabriel Neves Coelho

Gabriel Neves Coelho, taquarense, 26 anos, solteiro, pianista, músico formado pela UFRGS e com mestrado nos Estados Unidos, reside em

Gabriel Neves Coelho, taquarense, 26 anos, solteiro, pianista, músico formado pela UFRGS e com mestrado nos Estados Unidos, reside em Porto Alegre atualmente. É filho da psicóloga Regina Neves e do médico Miguel Coelho. No dia 26 de agosto dará recital no IACS, em Taquara, acompanhado do violonista Tiago Ellwanger, de Campo Bom.

Como aconteceu sua opção pela música?

Foi muito cedo. Por volta dos meus 10 anos comecei a estudar em Taquara, com Eliane Moraes, Liris Heller e no Conservatório Villa Lobos. Aos 12 eu já sabia que este era meu caminho e por volta dos 15 fui estudar em Porto Alegre.

Como foi a reação da família à sua opção?

Meus pais sempre apoiaram minha vontade. Meu pai, no início, ficou surpreso com meu gosto para o clássico e o erudito. Mas também sei apreciar bossa nova, mpb e jazz.

Como é sua personalidade?

Sou extremamente envolvido com o que me apaixona – atividades, pessoas. Não tenho meio termo. Quando não gosto, também não adianta insistir. Isso às vezes é uma qualidade, noutras um defeito. Também sou uma pessoa muito reservada.

Uma lembrança marcante da infância:
A escolinha de futebol do Foscarini. Foi um período muito rico, viajávamos para jogar, toda minha geração de garotos curtiu muito.

Como está sendo o mercado de trabalho para você?

Estou morando em Porto Alegre e trabalho ensinando piano, fazendo apresentações em que acompanho outros músicos e cantores.  Quero prestar concurso e atuar em universidades, como professor de música. Para os pianistas, as oportunidades em orquestras não são tão boas e freqüentes, como para um violonista, por exemplo, pois uma única orquestra abriga vários, enquanto há uma vaga apenas para pianista, que ainda nem atua em todas as peças.

O que você acha importante numa garota para ser uma possível namorada?

Tem que ser inteligente, ter uma boa conversa, idéias cativantes. Fisicamente, aprecio mais as morenas.

O que faz a título de lazer?

Gosto de cinema, de literatura, de jogar futebol e de praticar atividade física.

O que você acha irritante?

A mediocridade. Acho essencial que as pessoas dêem o melhor de si.

Que outra atividade você acha que gostaria de ter?

Acho que poderia ser um cineasta. Não me vejo fora do universo da arte.

Tem alguma outra habilidade artística?

Sim, para o desenho. Trago isto desde criança, quando cursei a escolinha de arte da professora Elisabeth Sauer.

Viveu algum grande susto?
Sim, enquanto cursava o mestrado nos EUA. Fui atropelado por um táxi e tive fratura do braço, fiquei sem tocar, precisei me recuperar de uma atrofia durante meses, e temia ter comprometido minha habilidade para a música.

Uma dica de vida:

Acho que as pessoas devem ir atrás de seus sonhos e não dar muita bola para o que os outros pensam, pois estes outros não estão na sua pele, não entendem a dimensão das coisas no seu interior. Na música, por exemplo, quem não sonha e não vai atrás com toda energia não terá vez. Na música não há espaço para a mediocridade.

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