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Exame descarta suspeita de meningite em paciente que morreu no Hospital de Taquara

Causa real do óbito, segundo o procedimento, foi cetoacidose diabética.

Uma suspeita deixou em alerta profissionais do setor de saúde, em Taquara, no final de semana. Inicialmente, cogitava-se que uma paciente do Hospital Bom Jesus teria sido vítima de meningite. Contudo, exames feitos ainda no final de semana, descartaram a hipótese para a morte de Lana Gabriela Pedroso (foto acima), 23 anos. Segundo as informações oficiais, a paciente morreu em decorrência de complicações do diabetes.

A jovem ingressou com complicações no hospital ainda na noite de sexta-feira, segundo as informações obtidas pelo Jornal Panorama. Ela foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Bom Jesus e, realmente, havia suspeita de meningite. Lana morreu no sábado. Conforme o secretário de Saúde, Vanderlei Petry, informou no mesmo dia ao Jornal Panorama, “o resultado da coleta do líquor através de punção lombar deu negativo para meningite. Ela morreu na UTI de cetoacidose diabética”.

A cetoacidose é uma das complicações graves do diabetes, potencialmente mortal. Acontece principalmente nos casos de diabetes tipo 1, quando condições genéticas levam ao desenvolvimento da doença. Segundo o portal do médico Drauzio Varella, “quando há falta de insulina e o corpo não consegue usar a glicose como fonte de energia, as células utilizam outras vias para manter seu funcionamento. Uma das alternativas encontradas é utilizar os estoques de gordura para obter a energia que lhes falta. Entretanto, o resultado final desse processo leva ao acúmulo dos chamados corpos cetônicos, substâncias que deixam o sangue ácido”, explicou o médico. Essa acidez, completa Varella, é extremamente desfavorável para o organismo porque a maioria das reações químicas que acontecem a cada segundo nas células depende de uma faixa muito estreita de acidez do sangue, que não pode variar muito.

Na semana passada, o Jornal Panorama fez pesquisa com as Secretarias Municipais de Saúde da região, que confirmaram, até o momento, a inexistência de casos de meningite no Vale do Paranhana.