Perfil

Sônia Maria Barckfeld

Sônia Maria Barckfeld, 61 anos é natural de Taquara. É casada com Lauro Kerschner (77) e tem dois filhos: Taciana

sonia-mariaSônia Maria Barckfeld, 61 anos é natural de Taquara. É casada com Lauro Kerschner (77) e tem dois filhos: Taciana Beluco (36) e Gilson dos Santos (34) e dois netos: Marco Antônio Beluco (6) e Pâmela Dias dos Santos (14). Formada no curso de magistério, é aposentada e integrante do Conselho do Idoso e do Conselho de Cultura de Taquara. É 1ª secretária do CTG O Fogão Gaúcho, 1ª secretária e vice-presidente do Clube das Vovós Sempre Vivas.

Fale sobre seu envolvimento comunitário e o que lhe motiva a participar dessas entidades de cunho social.

Sempre gostei de trabalhar com pessoas. Também por ter nascido numa família numerosa, desde muito jovem gosto de lidar com idosos, pois um carinho, para eles, vale mais do que qualquer coisa. Há 11 anos, fui convidada para fazer parte do Clube das Vovós Sempre Vivas. É uma alegria para todos que participam, nos envolvemos, conversamos e um motivo a mais para o idoso ser feliz. Ao todo, são 170 integrantes que nos preocupamos em conhecer pelo nome. Em todas as terças-feiras à tarde, fazemos nosso baile no CTG O Fogão Gaúcho. Todos saem de lá felizes e são os mais velhos que mais se divertem. Promover o bem-estar para eles é o que me motiva a continuar e é algo muito gratificante, por ser um grupo que existe há 17 anos. Além disso, a nossa presidenta Iraci Kollett, que ocupa esta função há 12 anos, é uma referência para nós.

Para você, qual a importância da participação nos Conselhos do Idoso e de Cultura.
Foi em função do Clube das Vovós Sempre Vivas que comecei a participar do Conselho do Idoso e do Conselho de Cultura. O primeiro foi criado em defesa do idoso, para proteger e ajudar aqueles que não podem ter a atenção integral da família. Já a participação no Conselho de Cultura vejo como uma das formas de conseguir auxílio financeiro e divulgar o trabalho do grupo. Nunca tivemos essa participação dos Poderes Executivo e Legislativo na terceira idade.

E a atuação n’O Fogão Gaúcho?
Comecei a participar do CTG há cerca de 20 anos, quando meus filhos faziam parte das invernadas. Na época, fui convidada pelo então patrão Carlos Marmitt para integrar a diretoria da entidade, quando ocupei o cargo de diretora de Cultura e Tradicionalismo. Durante seis anos acompanhei os jovens em suas apresentações. Após, me afastei do CTG por um período e, quando o Marmitt foi eleito patrão novamente, recebi convite para ser primeira secretária desta nova gestão. Por também fazer parte do clube das vovós, vejo a integração entre as duas entidades como muito bonita, principalmente pelo apoio da patronagem.

Qual a importância da participação do idoso nas atividades culturais e comunitárias da sociedade?
O idoso participa de todos os níveis de atividades, basta ter alguém que o conduza. Ele não é uma figurinha que se coloca lá, ele vai por conta própria. É muito triste ficar em casa, envelhecer e não ter uma atividade. Os filhos e as famílias são muito ocupados e, muitas vezes, os vovôs e as vovós ficam sozinhos. Em grupo, eles interagem, dançam, trocam ideias, visitam a cidade natal, amigos de infância, é muito importante porque voltam para casa cheios de coisas para contar.

Quais são suas impressões de Taquara?
Adoro Taquara, foi a cidade onde nasci, lecionei desde jovem, depois tive meus filhos e trabalhei no antigo Hospital de Caridade durante muitos anos. Tive uma confeitaria, conheci muitas pessoas sou muito feliz aqui.

Cite suas principais características pessoais.
Sou uma pessoa muito espontânea, tranquila, bem alegre e protetora daqueles que me cercam, sou bem mãezonha. Acho que também sou carente e procuro fazer hoje o que quero que façam para mim no futuro.

O que você gosta de fazer a título de lazer?
Viajar, dançar, reunir a família, bater papo e tomar chimarrão.

Como você conheceu seu marido e o que mais admira nele?

Já o conhecia há mais de 30 anos. Éramos vizinhos, e ele estava viúvo há cinco anos quando eu me separei. Depois de um ano, ele me procurou e me propôs casamento. O que mais admiro é sua honestidade: ele é o homem perfeito, tem seriedade, caráter. Faço as coisas sempre pensando no bem-estar dele e hoje estamos juntos há 10 anos.

O que lhe tira do sério: falsidade.

Quais são seus planos para o futuro?
Quero continuar a fazer tudo o que faço, enquanto eu tiver saúde. Minha vida está muito boa e quero que continue assim.

Estilo musical: para escutar gosto de música sertaneja e, para dançar, de bandinha.

Comida predileta: massas.

Habilidade especial: artesanato.

Um lugar: Taquara.

Uma mania: falar demais

Deixe uma mensagem aos leitores do jornal:
Sejam sempre muito carinhosos com todos, principalmente com os idosos. Nunca neguem um carinho, um bom- dia, um boa-tarde, isso é melhor para quem faz até mais do que para quem recebe.

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