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Foco de raiva herbívora preocupa autoridades de Riozinho

Secretaria de Agricultura orienta produtores a vacinar o gado.

A descoberta de um foco de raiva herbívora próximo à Pedreira, na divisa de Riozinho com Rolante, levou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura riozinhense a recomendar aos produtores a vacinação do gado em um raio de 12 quilômetros. “Testes de laboratório deram positivo para raiva herbívora. Diante disso, estamos pedindo que os produtores vacinem os animais”, diz o secretário Sérgio Koch.

Diferentemente da febre aftosa, por exemplo, onde há contaminação de animal para animal, a raiva é transmitida de maneira vertical, pelo morcego hematófago. A vacinação é estratégica, lembra o município. Quando os focos são constatados, através de diagnóstico laboratorial, os criadores devem vacinar os animais. As orientações são principalmente para bovinos, equinos e bubalinos – animais que ficam mais expostos ao ataque de morcegos. A vacina precisa ser aplicada em duas etapas – 21 dias após a primeira aplicação, deve ser administrada uma segunda dose, sem a qual o animal não fica imune ao vírus.

“Essa ação é preventiva, ou seja, estamos nos antecipando a um problema que pode atingir parte do rebanho em Riozinho. Vale lembrar que a doença tem um período de incubação de 80 dias, portanto, há uma demora até que se manifeste no animal infectado”, define o prefeito Valério José Esquinatti.

Em 2018, o Rio Grande do Sul contabilizou 34 focos de raiva em 24 municípios do Estado, conforme a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR). As ocorrências estão dentro da normalidade dos registros históricos observados no estado nos últimos dez anos, informa o governo estadual.

Foto: Divulgação