A Câmara de Vereadores de Taquara manteve, nesta segunda-feira (27), veto do prefeito Tito Lívio Jaeger Filho a um projeto aprovado recentemente pelo Legislativo. A proposta, de autoria do suplente Antônio PaulO Gonzaga (PP0, definia que em todas as obras públicas e nos loteamentos novos a colocação de canos de esgoto não poderia ter bitola inferior a 40 centímetros. Além disso, nos casos de canos superior a 60 centímetros de diâmetro, deveria ser de concreto armado. O prefeito alegou altos custos para a implementação da medida e, por isso, vetou o projeto.
Gonzaga argumentou que as alterações previstas no projeto buscavam evitar a quebra dos canos com o peso do aterramento. “Por isso faz-se necessário observar que os de bitola de 60 cm ou mais precisem ser de concreto armado para manter a segurança, qualidade e durabilidade para que não venham quebrar com o tempo, dificultando e causando grande prejuízo a todos os moradores proprietários dos imóveis, as pessoas que transitam pela via pública e ao próprio município causando grande prejuízo no retrabalho”, explicou o suplente, que exerceu o mandato de vereador por um mês durante abril na Câmara.
Em sua explicação, o prefeito Tito disse que vetou a matéria por razões de contenções de gastos, uma vez que, sancionar o projeto e transformá-lo em lei, geraria despesas que o chefe do Executivo classificou como excessivas. “Dentre as razões atualmente é pago o valor em média de R$ 47,50 por um cano de 60 centímetros de diâmetro não ferrado, e em média de R$ 109,00 por um cano ferrado (o qual é solicitado no projeto apresentado), diferença financeira expressiva para o momento e condições que nosso Município ultrapassa. Além disso, temos adquirido canos de 60 centímetros de diâmetro não ferrado, o qual atualmente se usa no Município, e com a aprovação do Projeto, não poderíamos mais utilizá-los. Portanto, adquirir novos canos acarretaria uma despesa de grande proporção, não sendo viável para o momento, mas atenta-se que o Município pode sim, com o tempo, buscar esta programação”, explicou o prefeito.
Tito disse que a proposição de Gonzaga é “de suma importância”, pois “é uma questão que visa o melhoramento e eficiência de nosso trabalho frente à nossa cidade e população. Em vista disso, se for proposto um novo Projeto de Lei nesse sentido, mas concedendo ao Município um tempo de adequação, podemos instituir está condição para os novos empreendimentos da cidade”, completou o prefeito. O veto foi mantido por unanimidade pelos vereadores de Taquara nesta segunda-feira.


