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Esta postagem foi publicada em 28 de junho de 2019 e está arquivada em Penso, logo insisto.

Lixo Eletrônico (2), por Plínio Zíngano

Do “Meu Cinicário” – Daquele que acredita piamente em algo e difunde como verdade, mas, depois, vê que não é, poderíamos concluir: é um mentiroso?

LIXO ELETRÔNICO (2)

Como no RETORNO ao Panorama, há duas semanas, escrevi uma justificativa sobre o período de ausência aqui no jornal, agora, dei rápida olhada na última crônica da chamada “primeira fase” de Penso, logo insisto. E, então, fiz o que muitos escritores famosos – vejam minha petulância – já fizeram com alguma de suas obras: releitura. Na releitura, há alterações no original, mas o sentido permanece o mesmo. É o que fazem, embora sem pretender, os tradutores de livros ou peças teatrais. A reinterpretação vai por conta das diferenças existentes entre os idiomas e da compreensão do tradutor. Quanto a estes itens, o autor e o idioma são os mesmos. Mudaram, talvez, alguns aspectos, mas, essencialmente, nada!

O texto relido é LIXO ELETRÔNICO! Comentava postagem de uma amiga no Facebook, fazendo coisa bem comum em tempos politicamente efervescentes (na verdade, em política, os tempos sempre fervem). Leia o trecho a seguir, quase um chute, para entender minhas palavras.

Escreveu ela: “Fiz uma limpa no Facebook, sem dó nem piedade. Hoje foi o dia… Acéfalos, alienados, preconceituosos e odiosos são tóxicos, e nos fazem muito mal… rsrsrs.”

Ia chamá-la de ‘querida’, da expressão ‘querida amiga’, mas, nestes dias, quando tudo é considerado assédio, não arrisquei. Se atender seus motivos, encaixo-me na sua descrição. Suas mensagens, têm sido assim. Serei eu tão perigoso para a sociedade? ‘Burro, estúpido…’ – e quantos outros epítetos você usa em seus textos, referindo-se a quem não tem simpatia por sua posição política –, me incomodam.

Fez uma limpa na sua relação de amigos? Não sei se essa foi consumada. Como recebi a mensagem, na minha burrice eletrônica (nesta, sim, pode acreditar), imagino que ainda não entrei na faxina; ou este terá sido o aviso prévio. Não me agrada ser demitido, mas é o tal livre arbítrio. Na sua conta do Facebook você é a patroa e, como pregam seus ideais políticos, patrões são pessoas acéfalas e preconceituosas.

Se alguma vez lhe lancei uma das desagradáveis palavras motivos desta carta, entenderei sua ira. Para encerrar, querida – pronto, arrisquei! –, gostei que a zanga tivesse deixado espaço para o bem-humorado rsrsrs final.” Depois disto, acreditei nela e fiz a faxina. Foi bom enquanto durou!

Por Plínio Dias Zíngano
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