Polícia

Polícia Civil desarticula rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico com atuação na região

Segundo a Polícia, quatro pessoas foram presas no Vale do Sinos, mas que teriam atuação no Paranhana.
Mandados cumpridos pela Polícia Civil apreenderam documentos no Vale do Sinos. Divulgação

A Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD), deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), a operação intitulada Borgata, visando a desarticular uma rede de lavagem de dinheiro de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom e Porto Alegre. Quatro pessoas foram presas e aproximadamente R$ 30 mil em espécie foram apreendidos. Além disso, a Polícia Civil sequestrou entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões em bens.

A polícia informou que os investigados controlam o tráfico de drogas em Campo Bom e, também, em municípios do Vale do Paranhana. A investigação descobriu que os líderes deste grupo, que estão recolhidos no sistema prisional, utilizam uma rede de laranjas para realizar a ocultação de bens adquiridos com dinheiro do tráfico internacional de drogas e distribuição interna no estado. Além disso, os policiais apuraram que os acusados realizavam operações logísticas para entrada de drogas e armas no Rio Grande do Sul, como cocaína, crack e fuzis, bem como ordenavam homicídios nos vales do Sinos e Paranhana.

De acordo com a polícia, o grupo realizou a maior parte das operações logísticas de entrada de cocaína no estado na última década, sendo estimado que por ano toneladas entraram através desta organização criminosa, situação comprovada nas investigações e pelas apreensões realizadas pelas forças de segurança pública no período. “Estes associados, valendo-se de complexa rede de lavagem de capitais, utilizaram como laranjas não só familiares e comparsas, mas também amigos até sem antecedentes policiais, adquiriram bens de alto padrão ao longo dos últimos anos com o dinheiro da distribuição interna de drogas para todo o Estado do Rio Grande do Sul”, completa a Polícia Civil.

Segundo o delegado Adriano Nonnenmacher, foi realizada uma investigação célere nesta complexa rede de lavagem de dinheiro, tendo em vista as movimentações mensais de capital espúrio na casa de milhões de reais entre as células estaduais desta organização criminosa. O delegado Vladimir Urach, diretor-geral do Denarc, refere que a organização movimenta por semana cerca de R$ 500 mil, além da conexão de rotas de drogas trazidas do Paraguai e Amazonas, através da Colômbia e Peru, devidamente comprovadas na investigação, sendo a operação realizada um importante passo no combate à lavagem de dinheiro do narcotráfico realizado pela Polícia Civil gaúcha.