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Em reunião na Câmara, hospital de Parobé informa investigação sobre caso de bebê que morreu

Vereadores receberam equipe diretiva da casa de saúde para buscar informações sobre o ocorrido.

A Câmara de Vereadores de Parobé sediou, na tarde desta segunda-feira (1), uma reunião classificada como emergencial para buscar esclarecimentos sobre o caso de um bebê de 29 dias que morreu no Hospital São Francisco de Assis no domingo (30). Os diretores da casa de saúde anunciaram a abertura de uma investigação que apurará todas as circunstâncias que envolvem o acontecimento (veja matéria especial do Jornal Panorama a respeito do episódio). Inicialmente, a Câmara informou que foi aberta uma sindicância, mas o hospital negou a informação nesta terça-feira (2).

Da reunião desta segunda-feira participaram o prefeito Irton Feller (MDB), a vice-prefeita e secretária de Saúde, Marizete Pinheiro (PP), além dos vereadores Maria Eliane Nunes (MDB), Jair Bagestão (PT), Antônio Carlos dos Santos (PDT), Gilberto Gomes (PRB), Eneas Rodrigues (MDB), Enio Terra (PTB), Marcos Friedrich (MDB), Marcelo Pereira (PDT) e Alex Bora (PL). Os diretores do hospital, João Schmidt e Tadeu Stringari, responderam aos questionamentos dos parlamentares. “Temos um médico que atende da meia noite às sete da manhã. Trabalhamos com o sistema e equipe que temos. Entendemos a dor e o sofrimento do pai. A nossa equipe sofre junto, esta é uma dor de todos. Foi um caso grave e a forma que foi conduzido não foi satisfatória”, afirmou Stringari.

Segundo a secretária de Saúde, todos os serviços disponíveis pela administração foram oferecidos à família. “Foi feito todo o atendimento à família por parte do que a Prefeitura poderia ofertar, onde a criança foi encaminhada a Porto Alegre. O que desencadeou esta situação lamentável foi no momento da emergência na casa de saúde”, destacou.

O vereador Jair Bagestão disse, segundo a Câmara, ser inadmissível que não haja respostas às denúncias de negligência feitas pela família da criança nas redes sociais. “Nós estamos cobrando uma resposta urgente. Vamos aguardar a sindicância, mas queremos respostas, saber o que de fato aconteceu com esta criança. Representamos a comunidade e é inadmissível que isto aconteça no hospital que atende nossa comunidade”, destacou o vereador.

O prefeito Feller sugeriu à equipe do hospital uma mudança na forma de atender a comunidade. “Eu lastimo e imagino como não deve estar este cidadão e sua esposa, que perderam seu filho. Acompanhei a situação junto da secretária e entendo que a administração fez o que estava em seu alcance. O que aconteceu já na casa de saúde não pode ser reparado, mas é preciso pensar em mudar a forma de atendimento”, salientou o prefeito.

ATUALIZAÇÃO TERÇA-FEIRA, DIA 2, ÀS 10H35MIN: a assessoria de comunicação do Hospital São Francisco de Assis, de Parobé, negou, nesta terça-feira (2), a abertura de uma sindicância para apurar o atendimento prestado a um bebê de 29 dias que morreu durante atendimento na casa de saúde neste domingo (30). Segundo o hospital, o que está sendo realizado é uma investigação, obrigatória em todos os casos de morte neonatal ou infantil. Para tanto, é instituída uma comissão, inclusive com a participação da Secretaria Municipal de Saúde, que apurará os procedimentos no atendimento à criança e revisará os protocolos. Contudo, diferentemente de uma sindicância, não há objetivo de culpabilizar ninguém, pois, segundo a assessoria do hospital, “a vigilância da mortalidade infantil e fetal é preconizada pelo Ministério da Saúde e o objetivo da investigação é apurar o atendimento e a adoção de medidas para a prevenção de óbitos nos serviços de saúde”.

Equipe diretiva do Hospital respondeu aos questionamentos dos vereadores durante quase duas horas nesta segunda-feira. Divulgação / Eduarda Rocha