A assessoria de comunicação do Hospital São Francisco de Assis, de Parobé, negou, nesta terça-feira (2), a abertura de uma sindicância para apurar o atendimento prestado a um bebê de 29 dias que morreu na casa de saúde neste domingo (30). Segundo o hospital, o que está sendo realizado é uma investigação, obrigatória em todos os casos de morte neonatal ou infantil. Para tanto, é instituída uma comissão, inclusive com a participação da Secretaria Municipal de Saúde, que apurará os procedimentos no atendimento à criança e revisará os protocolos. Contudo, diferentemente de uma sindicância, não há objetivo de culpabilizar ninguém, pois, segundo a assessoria do hospital, “a vigilância da mortalidade infantil e fetal é preconizada pelo Ministério da Saúde e o objetivo da investigação é apurar o atendimento e a adoção de medidas para a prevenção de óbitos nos serviços de saúde”.
De acordo com o Hospital São Francisco, em um primeiro momento, não foram detectados erros no atendimento, tanto que, nesta segunda-feira (1), a casa de saúde se manifestou por meio de nota oficial explicando o atendimento prestado ao bebê. Assegurou que a criança chegou por volta de 1h47min da madrugada do domingo e foi atendida às 2h08min. A nota destacou que o hospital de Parobé tentou a transferência para outra casa de saúde, mas não obteve êxito junto ao sistema do governo do Estado. Ressaltou que, durante toda a madrugada, a criança foi acompanhada por um pediatra.
A informação de que tinha sido aberta uma sindicância chegou a ser divulgada nesta segunda-feira pela Câmara de Vereadores de Parobé, após uma reunião de parlamentares e autoridades da administração municipal com a direção da casa de saúde. Contudo, o hospital nega a sindicância, e informa que apenas uma investigação obrigatória em casos de mortes de crianças está em andamento. A assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores, por sua vez, informou que a notícia da abertura de uma sindicância foi repassada na reunião por representantes do Hospital de Parobé.
Veja a nota da assessoria da Câmara de Parobé:
“A respeito da matéria enviada na noite de segunda-feira, dia 01, a respeito da reunião convocada pelos vereadores junto aos representantes do Hospital São Francisco de Assis, a assessoria de comunicação do Legislativo de Parobé esclarece aos colegas de imprensa quanto a informação apurada instantes após o término da reunião.
Na ocasião, a assessoria jurídica da Casa de Saúde informou à assessoria de comunicação da Câmara de Vereadores, que os fatos referentes ao óbito ocorrido no último final de semana, seriam averiguados em um processo, onde foi usado o termo “sindicância”. Inclusive, a representante da Casa de Saúde referiu-se ao prazo de 120 dias, e que devido a gravidade dos fatos, o resultado poderia seria divulgado antes do prazo.
Na manhã desta terça-feira, dia 02, a assessora de comunicação do Hospital São Francisco de Assis, Renata Eidelwein, entrou em contato com a Câmara de Vereadores de Parobé para divulgar que não haverá abertura de uma sindicância.
Após este contato, portanto, retificamos a informação enviada por esta assessoria de comunicação, informando, porém, que a nomenclatura somente foi utilizada após a entrevista feita ainda no gabinete da presidência, realizada na presença dos participantes da reunião, que inclusive utilizaram o termo “sindicância” nas entrevistas posteriores.
A assessoria de comunicação desta Casa Legislativa reitera seu compromisso com informação de qualidade, sempre apurada com as fontes envolvidas nos critérios da comunicação pública, cujo viés é divulgar os atos institucionais com seriedade e transparência.”


