
Vamos fazer rampas?
Andar de cadeira de rodas está muito longe de ser um desafio, nem é tão difícil assim, é barbada. 4 rodas percorrem distâncias inimagináveis, vão a locais considerados improváveis, mas dá para facilitar algumas coisas, né?
O ser humano busca em sua essência, ser independente. Dono de seus desejos e seus caminhos. Isso se chama liberdade. Ser livre é poder se deslocar quando e para onde quiser, é fazer tudo que se tenha vontade e que seja legalmente permitido. Vivemos no período da informação, na qual quanto maior for o impacto visual transmitido, melhor será o efeito alcançado. Assim se faz a publicidade, dela os estabelecimentos comerciais usufruem e negociam os seus produtos. A preocupação com a qualidade é intensa. Mas do que adianta oferecer o melhor para todas as pessoas, se os acessos não são idênticos?
Estamos em 2019. Período em que as leis de acessibilidade estão cada vez mais claras, evoluindo ano a ano. Muitos locais cumprem boa parte dos requisitos, especialmente em relação a vagas de empregos, em contrapartida, outros fazem sequer o básico. E é isso que eu cobro. Muitos locais da nossa região não possuem sequer uma rampinha de entrada. ISSO MESMO. Existem DEGRAUS para subir. Alguns prédios chegam a ser apenas um degrau, o que torna mais inadmissível, pois o custo de colocação da rampa seria irrisório. É má vontade e falta de preocupação com o cliente, seja cadeirante, gestante ou idoso.
Na maior parte dos casos, os funcionários não possuem responsabilidade, afinal essa é uma incumbência de quem está no comando do local. E a FISCALIZAÇÃO porque finge que não vê? Banheiros é uma dificuldade semelhante. Porque não pode ter uma porta centímetros mais larga? Me considero alguém que não se sente confortável com benefícios, da mesma forma que me revolta injustiças.
Todos são solícitos em ajudar quando precisamos, talvez por isso não levem tão a sério essas normas, não são pessoas com intenções ruins, mas só quem passa determinada situação, sabe como ela interfere. E pedir ajuda para situações que deveriam ser triviais, é desconfortável. Cadeirante não gosta de ajuda, sim de igualdade. Tanto em deveres, como de benefícios.
A sugestão que eu dou para você que possuí um estabelecimento comercial, observa os seus públicos, as necessidades deles. E como você está preparado para receber quem quer que seja.
Até o próximo mês!


