
Filho de peixe, mãe de peixe
Dizem que não se julga um livro pela capa, mas é claro que, se a capa atrai, vai-se ao que está após ela, ao conteúdo que a segue.
Assim, pesquisando séries (novas, antigas) coisa que me é tão aprazível, que até me denomino o Indiana Jones das séries, deparei-me com o pôster de uma que me instigou a dar uma espiada em seus primeiros episódios.
A imagem em tal pôster é praticamente só o rosto do ator Zachary Quinto.

Sua face, porém, em tal pôster, não está em sua forma normal-natural, mas está meio que entre envelhecida e deformada, lembrando Dr. Jekyll and Mr. Hide, e isso não por um recurso bobo de aplicativo que, por enquanto, é mania, mas resultado de uma excelente maquiagem. Sob o queixo de Quinto, como naqueles números de foto de preso, a legenda, titulo da série, NOS 4A2, que também me intrigou.
Conheci Zachary Quinto, ator versátil, quando ele se tornou popular na mídia por seu papel de paranormal do mal, o Sylar, na série “Heroes”.

Depois Quinto ganharia maior visibilidade ao conseguir conquistar os já fãs do universo “Star Trek”, e novos adeptos para o mesmo, ao interpretar com honras a nova releitura de um ícone de tal franquia, o senhor Spock, nos novos filmes que estão sendo produzidos para o cinema.

Fã de “Heroes”, “Star Trek”, e de Quinto, é logico que eu iria além da capa.
Episódio começou, e de repente, sem ainda terem entrado os créditos iniciais, eu pensei comigo “nossa, parece algo saído de Stephen King”.
Minha surpresa, quando entram então os créditos: produção-roteiro Joe Hill. Hill é ninguém menos que… o filho do homem, a herança genética de S. K.
No segundo capitulo descobre-se, além de ser produtor e roteirista, a série é baseada em obra sua. Mas não quero dizer qual, pois aqui o caso é você embarcar no antigo carro do senhor Max, que quer te levar para a Terra do Natal , e ir se divertindo aos poucos enquanto as verdades vão aparecendo, os mistérios se revelando e você descobrindo que nem tudo é o que parece ser.
Aqui o ditado cabe: filho de peixe, peixinho é. Já li alguns textos de Joe e o cara, novo ainda, se continuar do jeito que vai, tal qual seu pai, se inscreverá com méritos no rol dos grandes nomes da literatura fantástica.
Quanto ao Big Father, este não para nunca de escrever, e nas telas, tivemos recente um interessante retorno a seu Pet Cemetery (Cemitério Maldito) e em breve de novo nos arrepiaremos o macabro palhaço na segunda parte de “It”, na qual saberemos mais sobre sua origem, e os garotos, já adultos, continuarão a sofrer, de formas diversas sob o jugo da maligna criatura.

Mas o que está deixando muita gente inquieta é a continuação de “O Iluminado”, “Dr Sono”.

“Doutor Sono” chega pelas mãos do diretor Mike Flanagan, que fez a ótima minissérie “A Maldição da Casa Hill” e será centrado no menino Danny Torrance, também agora adulto, como em “It”, e interpretado por Ewan McGregor (Star Wars). A grande curiosidade é saber se algum dos atores de “O Iluminado” estará na sequencia.
“Doutor Sono” é o tipo filme que você precisa desligar todas as mídias quando estrear, para curti-lo sem saber nada sobre ele – isso se você ainda não leu o livro – e só as ligar de volta depois de assisti-lo.
Esta coluna dedico a uma amiga muito querida, dona Marilene Soares, que desde que descobriu Stephen King, através do filho Clóvis, outro apaixonado pelo autor, se tornou voraz leitora de sua obra.
Também é dedicado ao amigo e colega Plínio Zíngano, por me estimular a voltar a escrever, e a fazer isso sobre um dos meus assuntos preferidos.


