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Vereadores abrem CPI em Parobé sobre gastos da saúde no governo Cláudio Silva; ex-prefeito diz que denúncia é “requentada”

Oito parlamentares solicitaram a criação de nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Oito vereadores de Parobé entraram com o pedido de abertura para a abertura de mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Na tarde de terça-feira, dia 27, o documento foi assinado pelos vereadores Elario Jahn (MDB), Jair Bagestão (PT), Antônio Carlos dos Santos (PDT), Jorge Graminha (PP), Henrique dos Santos (PDT), Gilberto Gomes (PRB), Marcelo Pereira (PDT) e Idamir Antônio de Morais (PSDB).

Segundo a justificativa, o objetivo da comissão é apurar possível irregularidades em valores retirados das contas vinculadas da saúde destinado a obras específicas. Conforme o pedido, o município teria realizado saque da conta da Associação Beneficente de Parobé, valores estes que seriam investidos exclusivamente em obras de ampliação do Hospital São Francisco de Assis.

De acordo com a descrição do pedido, o valor de R$ 3.800.000,00 teria sido transferido para outra conta irregularmente, no período entre 2015 e 2016, durante a gestão do ex-prefeito Cláudio Silva (PT), o que teria gerado dívida de RR$ 667.145,49 aos cofres públicos.

Com este objetivo, o texto destaca que a partir desta comissão, deverá ser feita uma investigação para esclarecer para onde teria ido o valor quando sacado das contas mencionadas, além de verificar se os valores já foram restituídos em sua totalidade.

Este é o segundo pedido de abertura de investigação feita no Legislativo em 2019. A primeira esta em funcionamento, onde os vereadores Marcelo Pereira dos Santos (PDT), Henrique Rafael dos Santos (PDT) e Jorge Graminha (PP) investigam um suposto superfaturamento na contratação de uma banda musical para o evento “Festão do Trabalhador”.

Cláudio Silva diz que ação dos vereadores “é requentada”

Contatado pelo Jornal Panorama, o ex-prefeito Cláudio Silva (PT) disse que sempre trabalhou com muita honestidade para que os serviços públicos fossem mantidos, mencionando que enfrentou o período da pior crise de repasses de recursos nos governos estadual e federal. “Durante o govero, mantivemos todos os serviços funcionando, inclusive na saúde, com duros esforços para atender bem as pessoas”, reforçou.

“Tenho consciência tranquila no sentido de que sempre agi com o máximo de honestidade, e que boa parte de todo esse movimento é uma dose de política para desviar o foco dos erros da atual administração, que está tendo que se explicar todas as sessões da Câmara”, afirmou Cláudio. O petista afirma que essa denúncia está sendo “requentada” pelos vereadores proponentes da CPI.

Acrescenta que todo o movimento financeiro durante o seu governo se deu dentro do sistema de contabilidade, sendo gasto com serviços públicos, como o pagamento da folha e de serviços do setor de saúde. “Tudo tem assinatura dos profissionais, com todo o fluxo. Querem sugerir uma coisa que não existe, querem enganar as pessoas dando a entender que fiz algo de errado, mas tudo está posto nos sistemas de contabilidade”, reforçou o ex-prefeito.