
O deputado estadual Dalciso Oliveira (PSB) explicou nesta terça-feira (1º), ao Jornal Panorama, polêmica relacionada a uma reunião realizada recentemente junto ao governo do Estado que tratou do problema relacionado ao Presídio Estadual de Taquara. Superlotada, a casa prisional frequentemente não vem recebendo mais presos, o que gera reflexos na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Taquara, com detentos algemados nas ruas. O deputado disse que a ideia é o Estado vender imóveis disponíveis no município, para arrecadar os valores necessários à construção de um novo presídio regional. Não há definição, porém, de áreas que poderiam receber esse novo presídio, pois é uma decisão que cabe ao Estado.
Interpretação equivocada sobre esta reunião chegou a ser divulgada nesta segunda-feira (30) informando que houve proposta de construção do presídio na área de Quilômetro Quatro, junto a áreas de terra do Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul). Inclusive, com base nesta informação, lideranças de Taquara, como o vice-prefeito Hélio Cardoso Neto (PP), se manifestaram nas redes sociais condenando a medida. Moradores vizinhos ao Marsul também informaram que estão organizando um protesto para as 17 horas desta terça-feira (1º) refutando a proposta de criação de um presídio no local.
Dalciso enfatizou que a proposta levada ao Estado nada tem a ver com a construção de um presídio naquela localidade. O deputado diz que é consenso de que o presídio de Taquara passa por problemas, e a reunião realizada mobilizou lideranças regionais, como o delegado Heliomar Franco e o prefeito de Igrejinha, Joel Wilhelm, presidente da Associação de Municípios do Vale do Paranhana (Ampara). Dalciso reforça que o presídio taquarense é uma dificuldade que abrange toda a região, uma vez que recebe presos de todo o Vale do Paranhana.
Neste contexto, o deputado diz que foi levado ao Estado a proposta de outras formas para se resolver o problema, devido à dificuldade financeira do governo gaúcho. Um dos exemplos é a forma encontrada por Igrejinha para construir seu Centro Administrativo, com a venda da área do prédio da prefeitura no Centro em troca da construção do novo espaço. Dalciso diz que é possível que o Estado faça a venda de terrenos pertencentes ao governo em Taquara e região, de forma a obter os recursos necessários para a erguer uma nova casa prisional. Um dos terrenos seria o do próprio presídio, na rua 17 de Junho, no Centro de Taquara. Neste contexto, explica o deputado, é que surgiu o debate sobre as áreas de terras relacionadas ao Marsul, como imóveis que também poderiam ser comercializados para obter as verbas necessárias ao presídio.
Depois de obtidos os recursos, e se o Estado levar adiante essa proposta, é que aconteceria a discussão sobre o local que abrigaria esse presídio. Dalciso reforça que essa seria uma decisão que cabe ao governo gaúcho. O deputado diz ainda que há levantamentos de que a construção de um presídio custe cerca de R$ 60 mil por vaga.


